O atentado terrorista de 11 de Setembro (A Profecia de Daniel)

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O atentado terrorista de 11 de Setembro (A Profecia de Daniel) 39


No dia 11 de setembro de 2001,  o mundo testemunhou um dos maiores atos de covardia e intolerância religiosa da história. 19 fanáticos do grupo islâmico Al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais  e intencionalmente arremessaram duas  contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Manhattan, Nova Iorque.
O ataque ceifou 2.996 vidas.
Hoje (11/09/2010), vários documentários estão sendo exibidos no “History Channel” revelando os momentos mais marcantes da tragédia: Hotel Ground Zero, 102 Minutos que Mudaram o Mundo, O Homem que Previu o 11 de Setembro e O Milagre da Escadaria B.
“O Homem que Previu o 11 de Setembro” narra a vida de Rick Rescorla, vice-presidente de segurança da Morgan Stanley/Dean Witter, a maior instituição financeira do WTC. Sabendo dos riscos que o prédio corria, por seu simbolismo e pela sua fama, Rescorla se preparou para um possível desastre. Ele treinava simulações de incêndio, evacuações e procedimentos de emergência, mantendo-se sempre atento. Tendo na tragédia, colocado em prática tudo o que aprendeu.
Rick Rescoria não teve uma profecia, mas uma forte intuição dos riscos que as torres corriam diante do terrorismo (vale lembrar que em 26/02/1996 o WTC sofreu um ataque a bomba).
A Profecia seria um relato, muitas vezes com conotação religiosa, no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão profética poderia surgir por visões, sonhos ou até mesmo por meio de encontros com seres sobrenaturais, sendo muitas vezes considerados como mensagens divinas.
Na Bíblia, Daniel é considerado um dos maiores profetas. Seu livro faz relatos sobre o fim do mundo, monstros e também anjos. Segundo algumas denominações cristãs, certas partes deste livro foram escritas com uma linguagem propositalmente simbólica, requerendo uma maior busca para sua compreensão.
Pertinente ao “11 de setembro”,  uma profecia de Daniel é particularmente impressionante:
DANIEL 8: 1-7
1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.
2 E vi na visão (acontecendo, quando vi, que eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão), vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai.
3 E levantei os meus olhos e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha duas pontas; e as duas pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; e a mais alta subiu por último.
4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia.
5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos;
6 dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força.
7 E o vi chegar perto do carneiro, irritar-se contra ele; e feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.

Deste texto biblico, faço algumas ilações:
1º Quem seria o “carneiro” que “dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhum animal podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia”? Qual a maior potencia militar e econômica do Mundo? Os Estados Unidos da América.
2º O que seriam as pontas (chifres em algumas traduções) altas na cabeça do carneiro? As Torres Gêmeas.
3º Uma das pontas (chifres) era maior que a outra – A Torre Norte, ou WTC1, possuia no topo uma torre de telecomunicações que servia como base de irradiação do sinal para algumas emissoras (o que a tornava mais alta que a Torre Sul, ou WTC2).
4o O Bode que atacava o carneiro, vinha “sem tocar no chão” – Se não tocava o chão, estava voando.
5º Quem poderia ser representado pela figura do bode (com barbicha)? Osama…
6º “feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra” –Os Estados Unidos não tiveram reação diante do ousado ataque (interno), e as duas Torres entraram em colapso e foram ao chão.
Respeitando o ceticismo de muitos, não vejo a Bíblia como um livro de relatos do passado, mas de advertências e orientações  para o bom futuro.
Fonte: wikipédia  google

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Estudo dos Simbolos do Ocultismo, Maçonaria, Nova Era e Illuminatti- 1/2

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Estudo dos Simbolos do Ocultismo, Maçonaria, Nova Era e Illuminatti- 2/2

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A BATALHA DE ARMAGEDOM

A batalha de Armagedom se refere a uma guerra necessária entre Jesus e as hostes malignas de Satanás. Esta guerra se faz necessária por causa das ambições perversas da humanidade e sua fonte de poder, que é Satanás.

Jesus descreve quando será esta batalha, em Mateus 24:29-31:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória [em brilho e esplendor]. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos (os Seus eleitos) desde os quatro ventos, [exatamente] de uma à outra extremidade dos céus."

Logo depois da Tribulação e antes do Milênio, acontecerá o Aparecimento Glorioso de Jesus Cristo. O anticriso, o falso profeta e o próprioSatanás inspirarão os exércitos de todo o planeta para invadir a região da Palestina a fim de eliminar todos os judeus do mundo e também para lutar contra Jesus Cristo.
O QUE SIGNIFICA "ARMAGEDOM"?

Esta batalha se define como sendo a Batalha de Armagedom. A palavra "Armagedom" vem do hebraico Har Megiddo, que significa Monte Megido. Este monte está situado no vale de Jezreel (nome hebraico), conhecido como planície de Esdraelom (nome grego), ou ainda planície ou vale deMegido, por causa da cidade de Megido que fica a oeste da planície.

Segundo especialistas em história, houve mais guerras em Megido do que em qualquer outro lugar da terra, por ser muito bem estrategicamente localizado. Chegam a concluir que a cidade de Megido foi construída e destruída mais de 25 vezes. A cidade natal de Jesus, Nazaré, fica ao norte do vale de Megido.

Seguem os nomes de alguns generais que guerrearam neste vale:


Tutmosis


1500 a.C.


Ramsés


1350 a.C.


Sargão


722 a.C.


Senaqueribe (2 Reis 18)


710 a.C.


Nabucodonosor (2 Reis 24)


606 a.C.


Tolomeu


197 a.C.


Antíoco Epífanes


168 a.C.


Pompeu


63 a.C.


Tito


70 d.C.


Cosroes, rei da Pérsia


614 d.C.


Omar


637 d.C.

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A MARCA DA BESTA


A marca da besta se trata do número 666 que será implantado na testa ou na mão das pessoas, como forma de demonstração de lealdade ao anticristo.

Em Apocalipse 13:14-18, João descreve de forma detalhada como será esta marca:

"E engana os que habitam na terra com sinais (milagres) que lhe foi permitido que fizesse em presença da [primeira] besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem (uma estátua) à besta que recebera a ferida da [pequena] espada e vivia. E foi-lhe [também] concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E [da mesma maneira] faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal [estampado] na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sina (marca, inscrição), ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há [espaço para] sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um [certo] homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."

Segundo a Bíblia, ninguém poderá comprar ou vender se não portal tal marca. Com isto, o anticristo monopolizará o controle mundial da economia. E mais um detalhe: todos que receberem a marca terão que se curvar diante do anticristo para adorá-lo, em sinal de reverência.

A marca da besta será idealizada pelo falso profeta.

O falso profeta, uma espécie de "ajudador" do anticristo, será o responsável pela criação e implantação da marca da besta, conforme Apocalipse 13:11-17:
E vi subir da [própria] terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava (rugia) como o dragão.
E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.
E faz grandes sinais (milagres assustadores), de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.
E engana os que habitam na terra com sinais (milagres) que lhe foi permitido que fizesse em presença da [primeira] besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem (uma estátua) à besta que recebera a ferida da [pequena] espada e vivia.
E foi-lhe [também] concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
E [da mesma maneira] faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal [estampado] na sua mão direita, ou nas suas testas,
Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sina (marca, inscrição), ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

Percebam que no versículo 11, o falso profeta é identificado como sendo a segunda besta, que faz com que todos adorem à primeira besta, que é o anticristo. Por isto, o falso profeta é definido como ajudador do anticristo, e o idealizador da marca.

Mas o mais interessante de tudo é que a marca da besta não será colocada em ninguém acidentalmente. Será uma escolha consciente.


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A DURAÇÃO DA TRIBULAÇÃO

A maioria das traduções do Velho Testamento (não só em português, mas também para outros idiomas) especifica, em Daniel 9:27 o período chamado de semana, o que dá o nome ao já conhecido período de 70 semanas de Daniel.
Porém, a palavra semana descrita em Daniel 9:27 não significa sete dias, mas sim sete anos, de acordo com o original livro de Daniel em hebraico. A palavra original em hebraicoSHABUA corresponde a um período de sete anos e não de sete dias. E essa palavra foi por, muito tempo, traduzida como semana em vez de período de sete anos, ou setênio.
As traduções Bíblia para o português Linguagem de Hoje e Bíblia Viva já mencionam Daniel 9:24-27 como sendo períodos de sete anos, preservando o original em hebraico.
Daniel 9:24-27 nos diz o porquê da tribulação durar sete anos:
  1. Setenta semanas [de anos, ou 490 anos] estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade [Jerusalém], para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna [moral permanente e retidão espiritual em todas as aréas e relacionamentos], e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
  2. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias [em sua vinda], o Príncipe, haverá sete semanas [de anos], e sessenta e duas semanas [de anos]; as ruas e o muro [da cidade] se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
  3. E depois das sessenta e duas semanas [de anos] será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do [outro] príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.
  4. E ele firmará aliança com muitos por uma semana [sete anos]; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.
Observemos, primeiramente, Daniel 9:24, nos trechos em negrito. Esse versículo é o resumo da consumação das profecias sobre o destino da humanidade nas mãos de Deus. O período de setenta "semanas" corresponde a 70 × 7 anos = 490 anos, lembrando que cada "semana" equivale a 7 anos. Esse período foi designado para:
  • fazer cessar a transgressão e dar fim aos pecados - Deus dá um prazo ao seu povo para voltarem-se a Ele;
  • expiar a iniqüidade - corresponde à primeira vinda e morte de Jesus, porque Jesus veio para pagar o preço pelas nossas iniquidades (Isaías 53:5). Quem o aceita, também faz expiar a iniquidade em si próprio;
  • trazer a justiça eterna - estabelecer o reino de Cristo;
  • selar a visão e a profecia - completar toda a profecia;
  • ungir o santíssimo - corresponde à segunda vinda de Cristo, forçando bilhões de pessoas a escolherem entre Cristo e o anticristo.
Vimos, então, que Deus estabeleceu 490 anos para que essa profecia se cumprisse. Baseado nesta profecia, Daniel 9:25 explica porque a tribulação durará sete anos:
"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias [em sua vinda], o Príncipe, haverá sete semanas [de anos], e sessenta e duas semanas [de anos]; as ruas e o muro [da cidade] se reedificarão, mas em tempos angustiosos." - Daniel 9:25
Nesse versículo, Deus diz, em sua profecia, que entre a edificação de Jerusalém (iniciada por Esdras, autorizado pelo rei Artaxerxes) e o ungido (Jesus, vindo pela primeira vez) haverá 7 semanas (7 × 7 anos = 49 anos) mais 62 semanas (62 × 7 anos = 434 anos), totalizando 49 + 434 = 483 anos.
Um detalhe interessante: Essas 62 semanas (434 anos) mencionadas em Daniel 9:25, cumpriram-se exatamente no período entre Velho e Novo Testamento, denominado "período de silêncio de Deus" por alguns teólogos. Ou seja, Deus silenciou-se por 434 anos até que Jesus Cristo aparece na terra pela primeira vez como homem.
Uma observação: não são 483 anos corridos, pois sabemos que entre o livro de Esdras e a primeira vinda de Jesus se passaram muito mais que apenas 483 anos. Esse é um período estipulado pela profecia, que vai se consumando em diferentes épocas até completarem os 490 anos totais.
Quando se consumam estes 483 anos? A resposta segue em Daniel 9:26, quando ele diz que será cortado o messias. Esse versículo corresponde à crucificação de Jesus (sua morte, ressurreição e ascensão aos céus). Neste momento, o messias, Jesus, foi removido (cortado). Portanto, até a primeira vinda de Cristo se passaram 483 anos, dos 490 anos da profecia. Sobram então, sete anos que ainda não se cumpriram.
Os sete anos restantes estão em Daniel 9:27, que mostra o anticristo assinando o acordo de paz (falsa paz) com Israel, fato que ainda está para acontecer. 

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INTRODUÇÃO AO FINAL DOS TEMPOS

Toda vez que a Bíblia fala acerca do final dos tempos, ela se refere aos eventos finais que antecedem à segunda vinda de Jesus Cristo. É importante ter em mente que Jesus é a própria Palavra de Deus, conforme o Espírito Santo de Deus nos revela em João 1:1-2,14:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."  - João 1:1-2,14
Verbo, aqui traduzido, vem do grego logus (λόγος), que significa palavra. Portanto, Jesus é a Palavra de Deus e existe desde o princípio. Em Gênesis 1, todas as coisas iam sendo criadas à medida que Deus Pai ordenava a Palavra. Ou seja, Jesus, sendo Ele a Palavra, era quem executava a ordem de Deus Pai e criava todas as coisas.
“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.” - Gênesis 1:1-3
Vemos aqui que a Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) já estavam presentes desde os primórdios da história da formação de todas as coisas. Jesus também afirmou sobre sua existência eterna aos judeus, que duvidaram:
“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” - João 8:58
Com essa base bíblica, é perfeitamente possível dizer que toda a Bíblia gira em torno de Jesus Cristo, o verdadeiro Messias. No final dos tempos, o objetivo de Deus é estabelecer o reinado do Senhor Jesus sobre a terra. Tanto a primeira como a segunda vinda de Cristo foram reveladas pelo Espírito Santo também aos profetas do Velho Testamento. Isaías, entre outras passagens de seu livro, descreve toda a crucificação de Jesus Cristo em Isaías 53 e depois fala do reinado de Jesus em Isaías 61. Essa revelação foi-lhe dada cerca de 700 anos antes da primeira vinda de Jesus.
Outros profetas do Velho Testamento como Daniel, Ezequiel, Sofonias, Zacarias e Jeremias também tiveram visões das vindas de Jesus.
São várias as expressões escritas ao longo da Bíblia que fazem menção ao fim dos tempos. Citarei algumas delas:
  • “o fim”
    • Daniel 6:26 – “Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.”
    • Mateus 24:14 –  “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
  •  “últimos tempos”
    •  Judas 1:18 – “Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências.“
  • “tempo do fim” ou “fim do tempo”
    • Daniel 8:17 – “E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo.”
    • Daniel 8:19 – “E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim.”
    • Daniel 12:9 – “E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.”
  • “última hora”
    • 1 João 2:18 – “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.“
  • “últimos dias”
    • Isaías 2:2 – “E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.”
    • Ezequiel 38:16 – “E subirás contra o meu povo Israel, como uma nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias sucederá que hei de trazer-te contra a minha terra, para que os gentios me conheçam a mim, quando eu me houver santificado em ti, ó Gogue, diante dos seus olhos.”
    • Atos 2:17 – “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;”
    • 2 Timóteo 3:1 – “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.”
    • 2 Pedro 3:3 – “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências...”
Apenas por citar estas passagens, já seria suficiente dizer que o Senhor deseja que saibamos sobre Seus planos futuros para a humanidade. Muitos crentes, quando se deparam com as profecias bíblicas acerca do final dos tempos, ficam receosos pelos acontecimentos futuros. Essa é a razão pela qual várias igrejas pregam desde o livro de Gênesis até Judas, mas não se aprofundam em Apocalipse.
O objetivo desse livro é mostrar que Deus ama a humanidade e quer que todos se salvem. O que Deus quer é um povo santo, que O busque em espírito e em verdade. Deus promete, em Apocalipse 2:7, que comeremos da mesma árvore da vida que Ele plantou desde a criação do mundo:
“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” -Gênesis 2:9
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” - Apocalipse 2:7
A escolha de estar com Deus ou não é nossa, não Dele. O nosso livre arbítrio é que definirá o nosso destino em relação a Deus. Qual seria a sua escolha?             

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ESTUDO SOBRE O FIM DOS TEMPOS




ÍNDICE

Citações da Bíblia da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (ACF), © 1994, 1995, 1996, 1997. Novo Testamento © 1979-1997.
Citações em parênteses e colchetes extraídas e devidamente traduzidas a partir da AMPLIFIED BIBLE, Copyright © 1954, 1958, 1962, 1964, 1965, 1987 by The Lockman Foundation. All rights reserved. Used by permission (www.Lockman.org) - detalhes


Linha do Tempo do Fim
Introdução ao Estudo do Fim dos Tempos
Quando começa o Fim dos Tempos?
Sinais do tempo do fim
A formação do Estado de Israel em 1948 (Ezequiel 37)
Aumento das viagens e progresso da ciência (Daniel 12:4)
O sinal do engano (Mateus 24)
Guerras e rumores de guerras, epidemias e terremotos (Mateus 24)
A grande apostasia (1 Timoteo 4:1-4)
O florescimento do deserto (Isaías 35, 41 e 43)
Ataque da Rússia e seus aliados a Israel (Ezequiel 38 e 39)
A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)
A reconstrução da Babilônia (Apocalipse 14, 16 e 18)
Tornados, furacões e alterações no clima da Terra (Lucas 21)
A Cronologia do Fim dos Tempos
O Arrebatamento
O que é o Arrebatamento?
Por que o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso de Cristo são 2 eventos distintos?
Por que o Arrebatamento ocorre ANTES do período de Tribulação?
As posições pré, meso e pós-Tribulacionista para o Arrebatamento
O mapa do período de Tribulação
O Período da Tribulação
O que é a Tribulação?
Por que 7 anos de Tribulação?
A colheita de almas durante a Tribulação
A Primeira Metade da Tribulação
O papel da ONU no fim dos tempos
O mundo divido em 10 regiões
O Julgamento dos Selos
O Julgamento das Trombetas
A Segunda Metade da Tribulação
O centro da economia será a Babilônia - economia mundial em crise
A Marca da Besta
A proteção de Deus aos judeus remanescentes de Israel
A Destruição da Babilônia
O Julgamento das Taças
As Bodas do Cordeiro
O Aparecimento Glorioso de Cristo
Os detalhes Aparecimento Glorioso de Jesus Cristo descritos na Bíblia
O monte das Oliveiras - onde Jesus aparecerá primeiro
Arrebatamento e Aparecimento Glorioso - dois eventos diferentes
A Batalha de Armagedom
As diferenças entre a Primeira e a Segunda Vinda de Cristo
O Milênio
As posições pré, pós e amilenarista
A Última Revolta de Satanás
O Julgamento do Grande Trono Branco
A Eternidade
Personagens do Fim dos Tempos
Satanás
O anticristo
O falso profeta
As duas testemunhas
As 144 mil testemunhas judaicas
Bibliografia
FAQ                   fonte google

Estudo do Fim dos Tempos

O PONTO DE PARTIDA: MATEUS 24

Em Mateus 24 existe uma descrição clara de como será o final dos tempos. Ao se analisar a história da humanidade como um todo, chega-se facilmente à conclusão de que os séculos XX e XXI são os únicos que preenchem todos os requisitos ditos por Jesus em Mateus 24. Essa é a justificativa bíblica para se determinar que a nossa geração já está presenciando o final dos tempos.
Jesus vai ao monte das Oliveiras, faz um sermão profético e explica quais serão os detalhes que determinarão o quão próximo estaremos de sua segunda vinda.
  1. Mas daquele dia e hora [exatos] ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.
  2. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
  3. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, [homens] casavam e [mulheres] davam-se em casamento, até ao [exato] dia em que Noé entrou na arca,
  4. E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.
  5. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;
  6. Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.
  7. Vigiai, pois [dai atenção rigorosa, sejais cautelosos e atuantes], porque não sabeis a que hora [se é próxima ou remota] há de vir o vosso Senhor.
  8. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite [parte da noite, de madrugada ou de manhã cedo] havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.
  9. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis. 
Estudaremos mais sobre Mateus 24 ao explicarmos os sinais que marcam o final dos tempos, no capítulo 2. O que chama mais a atenção no sermão dado por Jesus, é o fato de muitos serem pegos de surpresa no dia de sua vinda. O Espírito Santo de Deus revelou essa profecia da mesma maneira a Paulo e Pedro:
“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite.” - 1 Tessalonicenses 5:2
“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” - 2 Pedro 3:10
Portanto, as profecias fortemente indicam que a segunda vinda de Jesus Cristo surpreenderá a muitos, inclusive cristãos que estejam despreparados neste momento.

SOMENTE DEUS PAI SABE A DATA DA VOLTA DE JESUS

Quero deixar claro que o objetivo desse estudo não é e jamais será estipular uma data para a volta de Jesus. Jesus diz claramente em Mateus 24:36que somente Deus Pai sabe o dia e a hora de sua segunda vinda. Ninguém mais sabe. Deus adverte que, o que não foi revelado da parte Dele ao homem, não cabe ao homem querer adivinhar por sua própria conta:
"E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos [suas coisas, eventos e períodos exatos] ou as estações que o Pai estabeleceu (fixou e reservou)pelo seu próprio poder." - Atos 1:7
Como o assunto diz respeito ao futuro da humanidade, existe a tendência natural do ser humano de ter a curiosidade de saber exatamente quando os eventos começam a acontecer. Mas muitas vezes, a curiosidade se transforma em tentação e então muitos (inclusive crentes) são levados erroneamente a estipularem datas para a volta de Jesus.
Edgar Whisenant publicou o livro “88 Reasons why the Rapture is in 1988” (88 razões pelas quais o Arrebatamento ocorrerá em 1988). Obviamente, Jesus não voltou em 1998. Não contente, Whisenant re-editou o livro em 1989 com o nome “89 Reasons why the Rapture is in 1989” (89 razões pelas quais o Arrebatamento ocorrerá em 1989). Por fim, o livro saiu de linha.
Outros autores tentam outra estratégia: marcam a data da volta de Jesus indiretamente. É o caso de Gene Stone, que publicou o livro “Prophetic Reasons Why Jesus Cannot Return Before 2040” (Razões proféticas pelas quais Jesus não pode voltar antes de 2040). Indiretamente, Stone marcou a data da volta de Jesus para 2040.
Recordo-me de uma vez estar conversando com uma pessoa muito querida que me afirmou: “O nosso pastor recebeu uma revelação de que Jesus voltará em 2004!”. Eu simplesmente disse a essa pessoa: “Não acredite! Não é revelação de Deus.”. A pessoa ficou inconformada: “Mas como? Ele é um homem de Deus.”. E finalmente respondi: “Eu sei que ele é um homem de Deus, mas o dia e a hora somente o Pai os sabe. Se o pastor estipulou uma data, transgrediu a Palavra, e é proibido!”

O MERCADO EXPLORA O FIM DOS TEMPOS

Os estúdios de cinema de Holywood também faturam (e muito) com o final dos tempos. O filme 2012 (lançado originalmente em 2009) também explora o sensacionalismo apocalíptico para marcar datas para o fim dos tempos. No caso, baseia-se no fim do calendário maia que termina em 21 de dezembro de 2012. O trailer do filme está disponivel nesta página.
A razão pela qual Deus Pai não divulgou a data da volta de Jesus nem para o próprio Jesus é simples: Deus nos quer constantemente em Sua Presença, tratando cada minuto como se fosse o último antes da Segunda Vinda de Jesus. Deus quer que preguemos a Palavra a todos os homens e mulheres para que eles sejam salvos, como se fosse a última vez que teríamos a oportunidade de pregar para eles. Isso gera em nós a responsabilidade de amar a Deus, amar ao próximo, a constância e a vigilância em Cristo, que devem ser características fundamentais a todo crente verdadeiro.
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” - 1 Coríntios 15:58
“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” - Mateus 24:42
“E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.” - Lucas 10:27

É DA VONTADE DE DEUS QUE ESTUDEMOS AS PROFECIAS ACERCA DA VOLTA DE JESUS

Se Deus então nos proíbe de saber o dia e a hora, será que Ele nos permite estudar as profecias sobre o final dos tempos? A resposta é sim. É da perfeita vontade Dele que estudemos todas as profecias da Bíblia, e não somente aquelas relacionadas ao final dos tempos.
  • Apocalipse 1:3
    "Bem-aventurado (feliz, a ser invejado) aquele que lê [em alta voz nas igrejas], e os que ouvem as palavras [sendo lidas] desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas [prestando atenção a elas e as coloca no coração] ; porque o tempo [para que elas sejam cumpridas] está próximo."
  • Apocalipse 22:7
    "Eis que presto venho: Bem-aventurado (feliz, a ser invejado) aquele que guarda as palavras da profecia (as predições, as consolações e os avisos) deste livro."
Deus ainda é mais profundo: Ele quer que saibamos a respeito de todas as profecias reveladas por Ele na Bíblia, não só as profecias do livro de Apocalipse:
  • 1 Tessalonicenses 5:20
    "Não desprezeis as profecias [não deprecieis as revelações proféticas tampouco desprezeis as instruções inspiradas pelo Espírito, avisos ou exortações]."
Segundo as informações de Tim LaHaye, no livro Estamos vivendo os últimos dias?, cerca de 28% da Bíblia é composta por profecias. Deus jamais teria dedicado quase um terço de toda a Palavra às profecias, se não fosse de Sua vontade que as estudássemos.      fonte google

A Grande Tribulação

O período escatológico chamado de “Tribulação” é uma época sem precedentes na história humana (Mt 24.21), sendo o período de 7 anos identificado como a 70ª semana de Daniel.[1] O sofrimento infligido nesse período terá abrangência mundial (Ap 3.10). Isso torna a Tribulação um evento ímpar no estudo teológico.

1 – O INÍCIO DA TRIBULAÇÃO
  • O início desse período se dará quando “um príncipe que há de vir” (Dn 9.26) fizer “firme aliança com muitos” (Dn 9.27). Tal homem também é identificado, em outras partes, como o “chifre pequeno” (Dn 7.8,24,25) e como “homem da iniquidade” (2Ts 2.3);
  • Ele, que liderará uma coalizão de nações ocidentais naqueles dias, fará também uma aliança com Israel trazendo paz aos judeus. Devido a essa paz, o Templo será reconstruído na primeira parte da Tribulação (Dn 9.27 prevê que na primeira metade da Tribulação haverá “sacrifícios” em Israel, atividade feita exclusivamente no Templo);
  • Os primeiros 3½ anos terminarão com o “homem da iniquidade” declarando ao mundo sua divindade e se “assentando no santuário de Deus” (2Ts 2.4), possivelmente uma referência ao Templo de Israel.

2 – OS JUÍZOS
Apocalipse 6–19, texto que trata do período da Tribulação, descreve três sequências de juízos: selos, trombetas e taças, cada um em número de sete eventos. Se as três sequências se sucedem cronologicamente, se elas se sobrepõem, ou, ainda, se as trombetas e as taças são descrições dos selos, isso é matéria para muita discussão e muitas dúvidas.
            A) Os selos
1)     Primeiro selo (Ap 6.1,2): cavaleiro no cavalo branco que sai para conquistar. Pode indicar, bem no início da Tribulação, o domínio crescente do poder do “homem da iniquidade”. Esse domínio acontece bem quando as pessoas falam em “paz e segurança” (1Ts 5.3);
2)     Segundo selo (Ap 6.3,4): cavaleiro no cavalo vermelho portando uma grande espada, trazendo o fim da paz e guerra entre os homens;
3)     Terceiro selo (Ap 6.5,6): cavaleiro no cavalo preto com uma balança na mão, a qual representa um forte racionamento de comida devido a uma fome rigorosa.
4)     Quarto selo (Ap 6.7,8): cavaleiro, chamado Morte, no cavalo preto. Ele traz morte, por meio da guerra, fome e pestes, a 1/4 da população mundial;
5)     Quinto selo (Ap 6.9-11): iniciam-se a perseguição e o martírio daqueles que testemunharam o nome de Cristo na Terra.
6)     Sexto selo (Ap 6.12-17): haverá eventos catastróficos como um grande terremoto, o escurecimento do Sol e da Lua, chuva de meteoros, montes e ilhas removidos do lugar e algo nos céus que dará aos homens a ideia nítida do juízo que Deus lhes envia;
7)     Sétimo selo (Ap 8.1-6): Um grande silêncio, por meia-hora, seguido por trovões e terremotos que introduzem os sete juízos denominados “trombetas”.
            B) As trombetas
1)     Primeira trombeta (Ap 8.7): fogo misturado a sangue cai do céu e queima 1/3 da terra, das árvores e das plantas;
2)     Segunda trombeta (Ap 8.8,9): algo de natureza inexplicável causa a destruição de 1/3 do mar, da vida marinha e das embarcações.
3)     Terceira trombeta (Ap 8.10,11): 1/3 da água potável é afetado trazendo grande sede e morte aos homens;
4)     Quarta trombeta (Ap 8.12,13): danos causados ao Sol, à Lua e às estrelas provocando perda de luz para a Terra tanto de dia como de noite;
5)     Quinta trombeta (Ap 9.1-12): primeiro “ai”. Difícil de definir do que exatamente se trata o abismo e os gafanhotos, visto que Ap 9 é o capítulo que mais contém a palavra “como”, introduzindo símiles no lugar de uma descrição literal dos fatos. De qualquer modo, haverá, por 5 meses, um tormento indescritível sobre os incrédulos;
6)     Sexta trombeta (Ap 9.13-21): segundo “ai”. Haverá a morte de 1/3 da população mundial.[2]
7)     Sétima trombeta (Ap 11.15-19): Terceiro “ai”. Há um anúncio de que o fim está próximo e que é chegado o momento do Senhor reinar na Terra. Mesmo assim, ainda haverá 7 taças da ira de Deus a serem derramadas, talvez, nas últimas semanas da Tribulação (Ap 16.1-21), sendo que todas as taças são derramadas ao mesmo tempo sobre a Terra (Ap 16.1).
            C) As Taças
1)     Primeira taça (Ap 16.2): feridas terríveis acometem os incrédulos;
2)     Segunda taça (Ap 16.3): destruição do mar e morte completa dos seres marinhos;
3)     Terceira taça (Ap 16.4-7): toda a água potável será afetada trazendo um juízo tremendo pelo sangue dos justos que foi derramado;
4)     Quarta taça (Ap 16.8,9): a intensidade dos raios solares é tão grande que passa a queimar os homens;
5)     Quinta taça (Ap 16.10,11): algo descrito como “o trono da besta será afetado e seu reino ficará em trevas” causará ódio ainda maior dos incrédulos por Deus;
6)     Sexta taça (Ap 16.12-16): o rio Eufrates secará. De certo modo, isso facilitará a travessia dos exércitos dos reis do Oriente (cf. Dn 11.44);
7)     Sétima taça (Ap 16.17-21): completam-se todas as coisas e ocorre o maior terremoto de todos os tempos causando inúmeras destruições. Caem dos céus, também, pedras de cerca de 35 quilos provocando terrível destruição e blasfêmias contra Deus por parte dos incrédulos.

3 – OUTROS EVENTOS DA TRIBULAÇÃO
A) Os remidos
Quando o quinto selo é aberto (Ap 6.9-11) iniciam-se a perseguição e o martírio daqueles que testemunharam o nome de Cristo na Terra. Sabendo que todos os crentes foram arrebatados antes da Tribulação, podemos notar esses que serão perseguidos crerão em Cristo durante aquele período.
Portanto, o evangelho será pregado nessa época possivelmente pelos servos de Deus que foram selados. Trata-se de 144 mil judeus solteiros do sexo masculino (Ap 7.3-8; 14.1-4) e são chamados de “servos do nosso Deus”.
Eles certamente não serão os únicos a pregar naqueles dias. Outros pregarão e serão perseguidos e mortos (Mt 24.9).[3] Mesmo assim, o evangelho será pregado por toda parte e haverá conversões (Mt 24.14).
B) Ataque frustrado a Israel
Durante o período de aparente paz (provavelmente no final dele), uma confederação do norte atacará Israel (Ez 38–39). Os possíveis participantes, segundo Ez 38.1-6, são Rússia (Gogue e Magogue), Irã (Pérsia), Sudão (Etiópia), Líbia (Pute), Ucrânia (Gômer), Turquia e Síria (Togarma). Esse ataque ocorrerá depois do tratado de paz, quando os israelitas habitarem sua terra tendo retornado do exílio mundial. Haverá protestos da parte do Ocidente e da Arábia Saudita (Ez 38.13).[4] Essa coligação será derrotada por intervenção divina (Ez 38.21,22) e levará 7 meses para enterrar os mortos (Ez 39.12). Tal destruição dos inimigos causará um grande testemunho para o mundo e para os israelitas incrédulos (Ez 38.23; 39.7,13,21-24). É possível que esse evento tanto traga o “homem da iniquidade” para atuar dentro da Palestina como produza conversões entre os israelitas e a consequente perseguição do “homem da iniquidade” por desejar uma adoração que não pode mais ter devido à fé dos que creram.
C) As duas testemunhas
Durante a primeira metade da Tribulação, duas testemunhas desenvolverão uma atividade de proclamação como de profetas (Ap 11.3-13). Farão isso por 1.260 dias (primeiros 3½ anos da Tribulação) e parecem exercer poder sobre a natureza (vv.3-6). Cumprida sua tarefa e seu tempo, a besta (o homem da iniquidade) vai vencê-las e deixar seus corpos expostos em uma praça de Jerusalém (vv.7-9). Durante 3 dias e meio, haverá festa pela morte das testemunhas, mas, ao final disso, elas serão ressuscitadas e levadas ao céu. Um décimo da cidade será destruído causando a morte de 7 mil pessoas (vv.10-13).
D) Atuação do homem da iniquidade (a besta)
A primeira parte da Tribulação tem o “homem da iniquidade” como um líder capaz de resolver problemas entre nações trazendo-lhes paz. Entretanto, o evento descrito em Dn 9.27 demonstra seu real caráter e dá início à segunda metade da Tribulação.
A partir de então, a besta se assentará no santuário de Deus e como Deus se apresentará, exigindo ser adorado (2Ts 2.3,4). Não é sem motivo que a besta se apresentará como Deus, pois Satanás lhe dará poder e autoridade (Ap 13.2), além de poderes sobrenaturais (2Ts 2.9). Durante essa época, a besta será “ferida de morte”, mas sua recuperação inacreditável fará com que seja seguida por muita gente, que também adorará a Satanás (Ap 13.3,4).
Na sequência, nos próximos 42 meses (3½ anos), a besta agirá com poder e engano, perseguindo e vencendo os crentes e sendo adorada pelo mundo todo (Ap 13.5-8). Haverá também, por parte do homem da iniquidade e das nações que o servem, a perseguição e destruição da igreja apóstata/ecumênica (Ap 17.16).
E) A segunda besta (falso profeta)
Para promover seus intentos e a adoração a si, a primeira besta (o homem da iniquidade) faz surgir uma segunda besta (falso profeta). A segunda besta em momento algum promove a si mesma, mas ao homem da iniquidade (Ap 13.11-18). Tem a autoridade da primeira besta e realiza sinais (vv.12,13). Vai exaltar o fato de a primeira besta não ter sucumbido diante da ferida mortal (v.14).[5] Fará uma imagem da besta e lhe dará vida (ou a aparência de uma imagem viva) a fim de atrair adoração (v.15). Finalmente, cria uma marca que somente os adoradores da besta receberão e com a qual poderão realizar operações comerciais (vv.16-18).
F) A igreja apóstata/ecumênica
No período da Tribulação, atuará uma igreja apóstata (será disso que trata a apostasia de 2Ts 2.3?) chamada de grande meretriz.[6] Apocalipse 17 fala sobre tal igreja demonstrando se tratar de uma instituição rica (v.4), modelo de outras instituições ligadas a ela (v.5), que se alegra com a perseguição e morte das testemunhas de Jesus (v.6). Essa instituição tem uma abrangência mundial (v.15) e sucumbirá diante do homem da iniquidade e das nações a ele associadas (v.16).
4 – O ARMAGEDOM
No final da Tribulação, reinos do Norte e do Leste virão sobre Israel, facilitados pela seca do Eufrates, à planície de Esdraelon, defronte ao monte Megido (do hebraico har megiddô). Trata-se de um vale que mede cerca de 30 x 20 km. Outros locais de conflito serão Jerusalém (Zc 12.9; 14.12; 14.4) e Bozra – atual Petra – (Is 63.1-6). Essas três regiões compreendem o Norte, o Centro e o Sul de Israel, respectivamente.
No meio da batalha, o Senhor Jesus voltará com seus exércitos celestiais e derrotará os exércitos terrenos (Ap 19.11-21). O morticínio será indescritível (Ap 14.20; 19.17,18).


[1] Alguns textos que favorecem a ideia de que esse período, chamado por Daniel de “semana” é, na verdade, um período de 7 anos e não de 7 dias são Dn 7.25; 12.7,11-12 e Ap 11.2,3; 12.6,14; e 13.5, referindo-se a uma parte da Tribulação como um período de 3 anos e meio. Mediante Dn 12.11, sabendo que 1.260 dias são iguais a 3 1/2 anos, os 30 dias para completarem os 1.290 dias provavelmente correspondem ao tempo necessário para todos os julgamentos que acontecerão depois da Segunda Vinda – Ez 20.33-44; Jl 3.2,3; Mt 25.32 – e os 45 dias que completarão os 1.335 dias provavelmente correspondem ao tempo que precederá o início do reino milenar.
[2] No 4º selo, a morte vem a 25% da população, restando apenas 75%. Na 6ª trombeta morrem 1/3 dos 75%, ou seja, outros 25%. Somando o 4º selo com a 6ª trombeta, 50% da população que adentra a Tribulação estará morta por meio desses dois juízos. Levando em conta as mortes, mesmo que menos numerosas, causadas pelos outros selos e trombetas, mais da metade da população mundial estará morta depois da 6ª trombeta.
[3] Notar que Mt 24.6-8 parece descrever a metade da Tribulação.
[4] Sabá e Dedã são terras na região da Arábia Saudita (Is 21.13; 60.6, cf. Gn 25.3).
[5] Um dos pontos da pregação cristã visando à adoração de Jesus como Deus é a apresentação da ressurreição do Senhor como sinal da sua divindade. É possível que a segunda besta utilize esse evento do mesmo modo.
[6] É comum nas Escrituras a adoração falsa ou voltada a outros deuses ser nomeada de “prostituição” e “adultério”.

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