Principados e Potestades:

porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Efésios 6:12


O mundo espiritual é um mundo enigmático e constitui um dos elementos da revelação de Deus aos homens através de sua Palavra (João 17:17). Os seres humanos estão envolvidos diretamente nesse mundo, ainda que percebam isso de forma mais ampla e consciente.

Nesse post estou trazendo aos estudiosos uma tradução de um verbete (principados e potestades) de um dos mais respeitados dicionários bíblicos a respeito da obra de Paulo: "O dicionário de Paulo e suas cartas" (Dictionary of Paul and His Letters, Gerald F. Hawthorne, Ralph P. Martin [editors]).

Essa é uma obra interessante e importante e sua linguagem, apesar de técnica, é acessível àqueles que se predispuserem a buscar conhecimento da Palavra de Deus.

Que todos os interessados façam um excelente proveito dessa tradução!!!

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Graça e Paz!!!



Principados e Potestades
Os dois termos: Principados e Potestades são palavras usadas para designar uma variedade de termos que Paulo usou para se referir a poderes que foram criados por Deus, mas que eram de alguma forma, hostis contra Cristo e contra sua igreja. O significado preciso desses termos em seus variados contextos tem sido um assunto de debate entre os eruditos. A maioria deles concordaria, contudo, que Paulo estava falando de uma dimensão espiritual da ordem criada (portanto eles seriam poderes objetivos, e pessoais) que, sendo inimigos de Cristo e de sua igreja, foram de alguma forma, combatidos ou conquistados (vencidos) por Jesus Cristo. Uma abordagem promissora é analisá-los a partir da perspectiva da tradição da guerra no Antigo Testamento.
  1. Interpretação dos poderes
  2. Terminologia, contexto, e pano de fundo
  3. A natureza dos poderes
  4. Cristo e os poderes
1. Interpretação dos poderes
A interpretação desses poderes tem sido discutida dentro de um horizonte hermenêutico moldado por preocupações políticas e sociais. Conquanto a visão existencialista de Bultmann via os poderes como projeções místicas de origem humana e doentia sobre o cosmos, Oscar Cullmann, falando no contexto da Europa logo após a segunda guerra mundial, apresentou uma interpretação de Romanos 13 e 1 Coríntios 2:6-8 que via os poderes como autoridades tanto espirituais quanto civis, e por isso fez um balanço teológico em relação ao bem ou ao mal potencial exercidos pelo Estado (veja também Morrison). Entretanto uma linha de interpretação particularmente influente tem sido a de que Paulo estava demitologizando os poderes e empregou essa linguagem para se referir às estruturas da existência terrena tais quais: a tradição, a moralidade, a justiça, e a ordem (Berkof). Essa abordagem tem sido adotada por outros que têm argumentado que Paulo estava se referindo tanto a estruturas sócio-políticas e às forças espirituais por detrás de tais estruturas (Yoder, Mouw).
O estudo mais compreensivo sobre esse assunto foi o empreendido por W. Wink, que pesquisou a completa extensão em que Paulo fez uso da linguagem dos poderes (não somente onde ele se refere ostensivamente a entidades não humanas ou diferentes dimensões da realidade). Ele conclui que Paulo usou a linguagem imprecisa e intercambiável dos poderes para se referir simultaneamente aos ‘aspectos interiores e exteriores da manifestação de qualquer poder concedido’ (Wink, 5).
Conquanto o próprio Paulo cresse na realidade ontológica de um mundo espiritual invisível, Wink acha que a perspectiva de Paulo era bem mais sutil do que foi percebido e apreciado no passado. Paulo já tinha tomado a direção de demitologizar a visão de mundo ao expandir a lista de inimigos de Cristo e de seu povo ao incluir a lei, o pecado, a carne, e a morte. Os ‘poderes são tanto terrenos quanto celestiais, divinos e humanos, espirituais e políticos, invisíveis e estruturais’ (Wink, 100). Como tais eles são capazes de ser ‘dispotencializados’ e ‘neutralizados’ – e inclusive redimidos – no plano de Deus para a restituição cósmica (Wink, 50-53; veja a crítica em Arnold 1989, 48-51, 129-34, 198-201).
A noção de que o uso de Paulo da linguagem dos principados e potestades foi usada sempre em referência a anjos bons a serviço de Deus, foi argumentada até certo ponto por W. Carr. Mas sua interpretação de textos como Colossenses 2:14-16 e o expediente exegético de concluir que Efésios 6:12 não era parte do texto original, conduziu a maioria dos intérpretes a repudiar suas propostas. (veja Wink, O’brien, 125-28). A atenção tem sido devotada também em direção à relação entre as referências de Paulo aos poderes e a demitologização implícita nos textos mágicos do mesmo período (veja, Arnold).
2. Terminologia, contexto, e pano de fundo
A extensão da terminologia de Paulo ao falar dos poderes era variada e em alguns casos ambígua para os intérpretes modernos.
2.1 Designações de Poder e autoridade: Uma grande porção dos termos que Paulo usa tem elementos em comum: (1) Eles não são nomes próprios (ex. Belial; Belzebu), nem refletem habilidades particulares (ex. engano; contenda; erro), mas parecem ser títulos, ou classificações nominais, as mais proeminentes parecem estar baseadas em qualidades abstratas de poder e autoridade. (2) Os termos empregados são potencialmente ambíguos para intérpretes modernos por que na maior parte das vezes eles dependem do contexto para definir se eles se referem a líderes e potestades humanos ou não-humanos – ou de forma menos plausível, a ambos. (3) Eles ocorrem mais freqüentemente no plural, ou a pluralidade está implícita (ex. pasan archein 1 Cor 15:24; Efésios 1:21; Colossenses 2:10), e parecem se referir a classes de seres. (4) Na maioria dos casos eles aparecem em uma série de nomes similares. (5) Os nomes em si sugerem alguma possibilidade de que eles se refiram a uma hierarquia de poderes dentro do mundo espiritual, mas se esse for o caso, a evidência é insuficiente para determinar qual o ranking. (6) Esses poderes, diferentemente daqueles chamados de ‘demônios’, não são retratados como habitando corpos humanos ou de ídolos, nem residem ‘debaixo da terra’; Quando seu domínio é indicado ou implicado, é ‘céu e terra’ ‘a presente era’ e nas ‘regiões celestiais’. Isso implica que seu poder é de extensão cósmica.
2.2 contextos: Nos escritos de Paulo esses termos são usados em um contexto que implica poderes não humanos (excluindo-se por agora a expressão mais problemática: stoicheia tou kosmos, traduzida como ‘elementos do mundo’ que aparece duas vezes tanto e, Gálatas quanto em Colossenses) em apenas quatro cartas: Romanos, 1 aos coríntios, Colossenses, e Efésios. Dessas quatro cartas somente Romanos e 1 aos coríntios são indiscutivelmente de autoria paulina, e de longe as maiores concentrações desses termos são encontradas em Colossenses (oito vezes), e Efésios (11 vezes). É argumentado que a ênfase expandida sobre os “poderes” nessas cartas pode refletir situações culturais e religiosas específicas sendo tratadas nos dias de Paulo (ex. Mágica em Éfeso; ver Arnold, 1989) ou na era pós-paulina.
2.3 Termos específicos: O significado desses termos se fia, primariamente, no uso feito pelo próprio Paulo. Mas o contexto mais amplo de seu uso em outra literatura disponível – particularmente na literatura judaica – anterior ou contemporânea a Paulo oferece luz aos significados que Paulo pode ter empregado em seu próprio uso dessas expressões. Mas a evidência deve ser analisada com cuidado. Afirmações de que esses termos se referem a poderes cósmicos tem sido freqüentemente baseados em evidências que são um século, ou mais, velhos do que Paulo.
2.3.1. Archai (“Principados” ou “governantes”: Rom. 8:38; 1 Cor. 15:24; Ef. 1:21; 3:10; 6:12; Col. 1:16; 2:10, 15). Arch- era o prefixo mais usado para palavras gregas que denotavam posição de poder humano (Wink, 13). Em Daniel 7:27, onde os governantes dos reinos terrenos servem ao Altíssimo, o texto grego de Teodócio os retrata como archai (LXXexousai). A possibilidade de que o equivalente copta (Etiópia) de archaiencontrado em 1 Enoque 61:10, onde ele se refere a poderes espirituais a serviço de Deus, é mais problemática, mas possível (veja, Wink, 153 n. 2).
2.3.2 Archontes (“poderosos”, 1 Cor. 2:6, 8). Esse termo é comumente usado para se referir a governantes humanos, um sentido que Paulo mesmo usou quando ele falou dos governantes como autoridades civis (archontes) em Romanos 13:3 (onde eles portam a espada e coletam impostos). Intérpretes estão divididos sobre se 1 Coríntios 2:6, 8 se refere a poderes humanos ou espirituais, com alguns sugerindo uma referência dupla. À luz desse fato, o argumento em favor de uma referência a um poder cósmico clama por mais apoio.
A possibilidade de archontes se referir a poderes espirituais é ilustrada pelos textos gregos do livro de Daniel. Onde o Texto Massorético usa o HebraicoSar, tanto a Septuaginta (LXX) e a versão de Teodócio (texto do final do segundo século, mas provavelmente baseado em um texto grego bem mais antigo) falam de Miguel, o arcanjo de Israel como heis tōn archontōn tōn prōtōn (Um dos primeiros príncipes) em Daniel 10:13. Teodócio também usa archon (singular) para Miguel em Daniel 10:21 e 12:1, onde a LXX usaangelos. Além do mais, em Daniel 10:20-21, onde a LXX fala do líder espiritual (Sar) da Pérsia e da Grécia como strategos, Teodócio consistentemente usa archon. O termo hebraico sarin, significando ‘chefes’, ‘príncipes’, ‘capitães’ ou ‘governadores’, como poderes espirituais malevolentes dessa era, pode muito bem estar por detrás do uso dearchontes por parte de Paulo em 1 Coríntios 2:6, 8 (cf. Sar no sentido positivo como um “governante/príncipe da luz” que foi apontado para defender Israel contra Satanás, ou contra o Anjo das Trevas em Qunran [1 QM 13:10; 1 QS 3:20]).
Em 1 Cor. 2, onde Paulo fala dos archontes tou aiōnos toutou (‘os poderosos deste século’; cf. 2 Cor. 4:4) que se reduzem a nada (tōn katargoumenōn, 1 Cor. 2:6) e que não compreenderam a secreta sabedoria de Deus e então crucificaram o Senhor da Glória (1 Cor. 2:7-8), temos um contexto que nos compele a entender archontes como se referindo a poderes espirituais (mas veja Fee, 103-5). Ninguém precisa apelar para a cosmologia do gnosticismo ou proto-gnosticismo para verificar seu uso. Se Paulo tinha em mente a cosmologia de Daniel a respeito dos poderes espirituais que estavam “por detrás” das nações, bem facilmente ele poderia ter usado archontes como um termo geral para designar os poderes espirituais que, como os chefes por detrás da sabedoria deste século, eram cegos à sabedoria do plano de Deus para todas as eras (cf. Ef. 3:10) e então crucificaram o Senhor da Glória. A presença do tema da oposição satânica a Jesus como ela está registrada na tradição do Evangelho – uma oposição culminando à sua condução à cruz (ex. Lc. 22:3, 53) – provavelmente representa um entendimento amplamente difundido no cristianismo primitivo a respeito do conflito espiritual que esteve por detrás da oposição humana que conduziu Jesus à cruz (cf. o uso de archon em referência a Belzebu em Mc. 3:22).
2.3.3 Exousiai (“potestades” ou “autoridades”: 1 Cor. 15:24; Ef. 1:21; 2:2; 3:10; 6:12; Col. 1:16; 2:10, 15). Esse termo é mais freqüentemente usado no Novo Testamento pelo direito ou autorização para usar o poder conferido por um gabinete, como é claramente ilustrado no uso que Paulo faz dessa palavra em Romanos 13:3 (Wink, 15, 45-47; cf. Morrison). No texto de Daniel 7:27 na LXX, os governantes que estão sujeitos a obedecer o Altíssimo são chamados exousiai (Contraste com o archai de Teodócio em 2.3.1. Acima). Um exemplo do uso da palavra nos tempos do Novo Testamento, e como uma referência a seres espirituais, é encontrada noTestamento de Levi 3:8. Aqui os exousiai ocupam o mais alto céu e são privilegiados, junto com os thronoi (‘tronos’), em estar na própria presença de Deus (cf. também 1 Enoque 61:10; 2 Enoque 20:1). Nesse caso, é claro, eles são servos de Deus e não do maligno.
2.3.4 Dynameis (“poderes” Rom. 8:38; Ef. 1:21). Em Daniel 8:10 conforme a LXX, os “exércitos do céu” (dynameis tou ouranou) e as “estrelas” são lançadas por terra e pisados pelo “chifre pequeno” (cf. Is. 34:4; Mc: 13:25). Filo usou dynameis freqüentemente para se referir a poderes angélicos (ex. Filo, Migr. Abr. 181), e em Jubileus 1:29 é usado como “exércitos do céu” (cf. “dos céus” em 1 Enoque 61:10 e como uma parte do exército celestial do sétimo céu em 2 Enoque 20:1).  Na LXX Yahweh Sabaoth é mais traduzido por Kyrios ton dynameon (“Senhor dos poderes”), do que porkyrios tōn stratiōn (“Senhor dos exércitos”) [onde Sabaoth se refere ao exército celestial de Yahweh). Isso pode refletir o uso freqüente da palavradynameis em textos judaicos referentes a forças militares (cf. ex. Salmo 102:21; veja Wink, 159-61). Essa associação militar sugere que a mesma conotação deve estar presente no uso de dynameis em Romanos 8:38 e Efésios 1:21, onde os poderes referidos devem ser contrários a Deus.
2.3.5 Kyriotetes (“Domínios”, “soberanias”: Col. 1:16; Ef. 1:21[singularkyriotes]). Não é claro se kyriotetes está por detrás do termo para “domínios” que é parte do exército celestial do sétimo céu em 2 Enoque 20:1 (cf. 1 Enoque 61:10; Wink, 20).
Pode ser plausivelmente argumentado que o termo hebraico memselet, usado para descrever o domínio de Belial em 1 QS 1:18; 2:19; 1 QM 14:9, 18:1; 4Q 286-87, é o equivalente de kyriotes (Wink, 20; contudo note o possível paralelo ao uso em Qunran na frase tēs exousias tou skotous [o império das trevas] em Col. 1:13). Falando de idolatria, Paulo faz referência a “muitos deuses e muitos senhores [kyrioi]” (1 Cor. 8:5), que, por implicação, ele associa aos “demônios” (1 Cor. 10:20). Uma conotação possível é que kyriotetes represente esferas de influência espiritual entendidas inicialmente como sendo os deuses governantes de cada nação.
2.3.6 Thronoi (“Tronos”: Col. 1:16). Esse termo parece ser uma metonímia para se referir ao poder espiritual que ocupa um trono (cf. Asention of Isaiah. 7-8). No texto de Daniel 7:9 na LXX, a palavra thronoi se refere aos tronos colocados no tribunal celestial do Ancião de dias, claramente indicando posições de autoridade transcendente. E em 2 Enoque 20:1 eles são chamados de “tronos de muitos olhos” que ocupam o sétimo céu com o querubim, o serafim, e os poderes celestiais. No Testamento de Levi 3:8 eles ocupam o mais alto céu e são privilegiados ao lado dos exousiai de estarem na própria presença de Deus. O uso desse termo em Colossenses pode ser atribuído à particular configuração das crenças que Paulo desafiou em Colossos, talvez associada com a “adoração de anjos” (Col. 2:18).
2.3.7 Kosmokratores tou skotous toutou (“Os dominadores deste mundo tenebroso”). Kosmokrator é uma palavra usada para designar a deusa Serápis em textos mágicos (PGM XIII. 618-40). Em Efésios a natureza maligna desses poderes é enfatizada pela frase ta pneumatika tēs ponērias en tois epouraniois (“Forças espirituais da maldade nas regiões celestiais”: Ef. 6:12).
2.3.8 Angeloi. Em pelo menos um caso, Paulo fala de angeloi (“anjos”; “mensageiros”) no contexto que sugere que eles são poderes malignos que podem tentar frustrar os propósitos de Deus (Rom. 8:38), e em outras instâncias ele aparentam serem de alguma forma culpados e como objetos de julgamento por parte dos crentes (1 Cor. 6:3). Mais problemático é seu uso na passagem de Col. 2:18, onde os anjos são objetos de uma devoção indevida, ou onde sua adoração a Deus é objeto das aspirações religiosas humanas (note a ambigüidade do genitivo na frase thrēskeia tōn angelōn, “adoração de anjos”: Se esse for um genitivo objetivo ele significa uma adoração direcionada aos anjos em si; se for um genitivo subjetivo ele se refere à adoração dos anjos para com Deus, ou conduzida pelos anjos).
2.3.9 Frases inclusivas. Paulo também emprega quatro frases que são largamente inclusivas de qualquer poder que se possa conceber/imaginar. Em Rom. 3:39, em uma série de pares contrastantes, ele usa uma imagem espacial, “nem altura, nem profundidade” (oute hypsōma oute bathosque pode se referir ao zênite ou ao nadir dos corpos celestiais e assim englobar toda a amplidão de poderes celestiais (cf. 1 Enoque 18:3, 11). Ou pode se referir para quaisquer poderes que possam ocupar as alturas dos céus ou as profundezas da terra – ou qualquer espaço entre eles.
Em Col. 1:16 “todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis” (ta horata kai ta aorata) são descritas como criadas por Cristo, essas coisas são posteriormente designadas como “Tronos, soberanias, principados e potestades”.
Em Fil. 2:10, ao falar do Cristo exaltado, Paulo retrata a submissão universal ao Senhor Soberano usando uma imagem espacial de um universo “dividido” em três partes: “todo joelho... “no céu, na terra, e bebaixo da terra”[epouraniōn kai epigeiōn kai katachthoniōndeve se curvar.
Paulo aqui parece incluir todos os seres racionais – humanos ou espirituais, bons ou maus – como em última instância (ou no presente) sendo submissos ao governo de Cristo (Para uma referência aos demônios “do ar, da terra, e de debaixo da terra” consulte PGM IV. 2694-2704). Um eco de Isaías 45:23 relembra o contexto do Antigo Testamento de uma submissão forçada dos poderes terrenos (cf. Is. 45:24 e 24:1) como símbolos apocalípticos.
Finamente, em Ef. 1:21, como a conclusão de uma lista de quatro nomes para designar poderes malignos, nós encontramos uma referência global “todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro” (pantos onomatos onomazomenou ou monon en tō aiōni toutō alla kai en tō mellonti). Se tomarmos essa expressão como autenticamente paulina, essa seria mais uma evidência de que Paulo nunca intencionou exaurir a possibilidades de nomes para designar essas realidades.
Contra um pano de fundo cultural no qual o sucesso da manipulação mágica era comumente atribuído ao conhecimento do nome específico do suposto poder mencionado/invocado, a carta aos efésios enfatiza o triunfo e a soberania de Cristo sobre todos os poderes – conhecidos, ou desconhecidos, reais ou imaginários, presentes ou futuros.
3. A natureza dos poderes
Nos escritos de Paulo os poderes são mencionados em uma variedade de contextos específicos, mais notadamente naqueles que correspondem a episódios decisivos da vida de Cristo: Eles foram trazidos à existência pelo Cristo pré-existente em sua função criadora (Col. 1:16); foram conduzidos a uma procissão de triunfo no papel de inimigos derrotados na cruz (Col. 2:15, e possivelmente 1 Cor. 2:6, 8); foram sujeitados ao Cristo triunfante, exaltado e reinante (Ef. 1:21; cf. Col. 2:10; Fil. 2:10); e serão destruídos na consumação escatológica do plano de Deus (1 Cor. 15:24).
3.1 Os poderes como criados por Cristo. Colossenses 1:15-16 afirma que Cristo foi o instrumento da criação dos “tronos”, “soberanias”, “principados”, e “potestades”; junto com “todas as coisas nos céus ou na terra, visíveis ou invisíveis,” eles foram criados “em” (en autō), “por” (di˒ autou), e “para” (eis auton) Ele. Os poderes eram, originalmente, criação divina e deveriam encontrar sua razão de existir em Cristo. O mesmo hino cristológico do qual essa afirmação faz parte afirma que Cristo reconciliou todas as coisas consigo mesmo na cruz (Col. 1:20). Podemos assumir que Paulo partilhava da premissa bíblica básica de que a criação original era boa e em total harmonia com os propósitos de Deus. A necessidade de se realizar paz, ao lado da afirmação de que Cristo venceu os poderes na cruz (Col. 2:15), implica em que algo deu errado e que os poderes se tronaram hostis contra Deus e contra seus propósitos. Quanto às circunstâncias dessa transformação nós somos deixados a imaginar. Alguns intérpretes têm mantido que da perspectiva de Paulo o problema com os poderes é que eles haviam sido erroneamente considerados rivais de Cristo pelos colossenses (Col. 2:8, 20). Eles seriam um espectro da imaginação religiosa supersticiosa do qual os crentes em Cristo haviam sido libertos. Mas como já observamos, o entendimento da existência dos poderes como servos angelicais de Deus é bem representada em textos que refletem o judaísmo dos dias de Paulo, e a noção de que alguns deles são “caídos”, seres espirituais hostis, também é encontrada. Portanto nos parece que Paulo entendia que os poderes pertenciam a essa segunda categoria, e que atribuía a eles uma existência espiritual, ontológica, talvez até mesmo no mesmo sentido no qual os colossenses criam.
3.2 Os poderes como inimigos de Deus, de Cristo e de seu povo. O judaísmo palestino dos dias de Paulo estava encarando com um problema persistente e monumental: O poder de ocupação dos romanos que desafiavam a santidade do Templo, da Torá e do território sagrado. Mais do que um problema social e político, esse era um problema teológico que demandava uma Teodicéia. Da perspectiva apocalíptica do judaísmo sectário (das últimas décadas do primeiro século depois de Cristo) nos vem uma resposta que derrama luz na linguagem de Paulo a respeito dos poderes. O rolo da guerra de Qunran (1 1QM, 4QM491–496).
Expandindo o relato da batalha escatológica descrita em Daniel 11:40-12:3 , os rolo descreve uma guerra na qual o Israel Justo, chamado de “filhos da luz”, são ajudados por Miguel e as forças angelicais para derrotar os “filhos das trevas”, sendo esses últimos ajudados por Belial e seus poderes das trevas. Nessa batalha, vários oponentes tradicionais de Israel (Edon, Moabe, Amon, Filistéia, 1QM 1:1-2) seriam derrotados primeiro, com a batalha final sendo realizada contra o reino de “Quitim de Assur” (1QM 1:1-14; 11:11 cf. Números 24:24), provavelmente como uma referência aos romanos e sua invasão da palestina na segunda metade do século 1 antes de Cristo. A apropriação do rolo da guerra da linguagem e do imaginário das guerras divinas e dos nomes dos inimigos tradicionais de Israel, agora fortalecidos por poderes demoníacos, sugere um caminho para o entendimento da forma como Paulo retrata os poderes.
Sendo anteriormente um judeu fariseu Paulo professa ter tido grande zelo pela causa de Israel (Gál. 1:13-14; Fil. 3:5-6), uma paixão transformada pelo encontro com o Senhor ressurreto (ex. Rom. 9:1-5). Com a conversão de Paulo veio uma reavaliação radical do lugar da Torá, do templo, e das promessas territoriais no plano redentor de Deus. Além do mais, os gentios, sendo inicialmente reconhecidos como inimigos dos propósitos de Deus na história, eram agora o próprio povo para o qual ele foi chamado para proclamar as boas novas (O Evangelho) da paz escatológica iniciada pelo Messias, Jesus. Não mais os gentios eram inimigos de Deus (Rom. 5:10; 8:7; 11:28; Col. 1:21).
Na teologia de Paulo encontramos evidência de uma mudança hermenêutica pela qual os símbolos tradicionais de Israel foram reinterpretados, incluindo-se a Torá, o Templo, o Sacrifício, a Pureza, o Povo de Deus e até mesmo a herança da terra (Col. 1:12-14). Do mesmo modo parece que o tema de Yahweh como guerreiro Divino e dos inimigos tradicionais de Israel foi transformado. Os gentios, que em algum tempo estavam “longe”, alienados e inimigos (Ef. 2:17; cf. Col. 1:21), se tornaram agora o foco da graça de Deus. Eles não mais poderiam ser considerados os inimigos de carne e osso, os objetos do “ban” (ḥērem) no antigo concerto de guerra Divina. A penalidade, paradoxalmente, foi lançada sobre o próprio messias enquanto ele estava pendurado na cruz (Gál. 3:10-14) e abriu caminho para que judeus e gentios se tornassem um novo povo escatológico em Cristo (Ef. 2:14-18). Os verdadeiros inimigos não eram mais os romanos, mas os poderes espirituais que estavam por detrás dos rostos humanos que exerciam autoridade e eram os imperadores desse mundo.
Aqui Paulo pôde achar um precedente no Antigo Testamento: “Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando se separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os limites dos povos, segundo o número dos filhos de Israel. Por que a porção do Senhor é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.” (Deut. 32:8-9; cf. Eclesiástico 17:17; Jubileus 15:31-32). Os deuses e idolos das nações eram em realidade demônios (Deut. 32:17; cf. 1 Cor. 10:20) que haveriam de serjulgados pelo juiz de toda a terra (Salmo 82; Is. 24:21). Esse entendimento dos poderes espirituais por detrás das nações foi posteriormente desenvolvido na visão das bestas monstruosas representandos impérios em Daniel 7:2-8 e o “princípe” da Pérsia e da Grécia que foram combatidos por um “semelhante a um homem” e Miguel, o Princípe de Israel, em Daniel 10:13, 20-21. E há evidência de que Paulo era acompanhado por outras nessa visão de mundo (cf. Jubileus 15:30-32; 1 Enoque 89:59-61; 90:20-25 onde os setenta pastores parecem representar os anjos das nações; cf. Is. 24:21).
O contexto imediato de 1 Cor. 15:24 não deixa dúvidas sobre se Paulo em alguma vez falou dos poderes como malignos, pois eles estão listados entre os “inimigos escatológicos” (echthroi, 1 Cor. 15:25-26; cf. Ef. 6:12), incluindo a morte. Os poderes também habitam o pano de fundo do drama da redenção: aparecendo como barreiras potenciais para que se ame a Cristo, mas eles são, não obstante, impotentes em última instância para frustrar do triunfo final de Cristo (Rom. 8:38). Em efésios eles ainda mais ousadamente apresentados como inimigos de Cristo que se apõem à igreja no presente século (Ef. 6:12). De seu ponto vantajoso “nas regiões celestes”, eles também observam a sabedoria de Deus se desdobrando em seu plano para todas as eras (Ef. 3:10).
4. Cristo e os poderes
Paulo utilizou a história de Israel para contar a história de Cristo. O padrão progressivo da guerra, vitória, realeza, construção do templo, e celebração, evidente no Antigo Testamento (e nos padrões míticos do oriente antigo) foi transposto por Paulo. Cristo Jesus, que lutou contra os inimigos e foi vitorioso (Col. 2:15; cf. Col. 1:12-14), era agora exaltado e reina como Rei Celestial (1 Cor. 15:24-26; Fil. 2:9; Col. 3:1; Ef. 1:20-22; 1 Tim. 3:16), estava construindo um novo templo (1 Cor. 3:16-17; 2 Cor. 6:16; Ef. 2:19-22) e recebendo louvor e obediência (Fil. 2:10-11). O inimigo para Paulo não consistia nos romanos ou nos gregos, mas nos “principados e potestades” (assim como no pecado, na carne, na morte, e inclusive na Lei), assim nomeados para acentuar a autoridade e o domínio que eles exercem nesta era. Como os reis dos gentios que se tornariam a soleira dos pés do rei Davidico (Salmo 110), os principados e as potestades já estavam e finalmente seriam colocados debaixo dos pés de Cristo (1 Cor. 15:4-28). Se Paulo falou desses poderes como sendo apenas destituídos de poder e trazidos ao serviço de Cristo ou como absolutamente derrotados e destinados à aniquilação definitiva, é uma questão ainda debatida. Contudo, a linguagem que Paulo emprega em 1 Cor. 15:24 para falar de seu fim (katargeō, usado também para designer a derrota da morte e 1 Cor. 15:26) sugere fortemente sua derrota e aniquilação definitiva sem possibilidade de redenção. Mais uma vez aqui a linguagem reflete o “ban” (ḥērem) das guerras de Yahweh.
Se os poderes estiveram presentes de tal forma nas narrativas paulinas a respeito de Cristo, eles foram também reconhecidos como poderes cósmicos hostis que incutiam medo nos corações de muitas pessoas do império romano dos dias de Paulo. Seja por sua associação com a magia, com os mistérios, ou com a astrologia, a religião popular do primeiro século no mundo mediterrâneo concebia um cosmos assobrado por espíritos nos céus, na terra, e debaixo da terra. Paulo se dirige à essa situação ao anunciar que os poderes das trevas foram derrotados por Jesus Cristo na cruz. Apesar de seus poderes continuarem reais e potentes, eles não deveriam mais ser temidos por aqueles que estão “em Cristo” (Rom. 8:37-39). Dessa forma Paulo falou da hostilidade dos poderes nesta era e de sua derrota por Crist, e o fez em uma linguagem que não era apenas fundamentalmente judaica em seu eco dos arquétipos do Antigo Testamento e no padrão da redenção, mas em uma linguagem que ressoava nos corações da audiência gentílica.
Efésios desenvolve o tema da hostilidade dos poderes em relação à igreja. Em efésios 6:12-17 a luta terrena da igreja é retratada numa moldura de imagens reminiscentes das guerras santas de Israel. Mas aqui o inimigo não é “carne nem sangue”, mas espiritual. A guerra é conduzida contra “principados, potestades, forças espirituais da maldade nas regiões celestiais” (Ef. 6:12). Esses poderes estão sob a direção de seu líder, o Diabo, cujas maquinações (methodeiai) eles conduzem em combate contra a igreja. As armas da igreja são tanto defensivas como armadura e escudo (Ef. 6:13-17), quando ofensivas: a “espada do Espírito” (Ef. 6:17).
O poder da igreja militante é encontrado no “Senhor e em seu Poder” e representa os benefícios da obras de Jesus Cristo. Dessa forma a igreja resiste ao inimigo e avança a partir e uma posição de poder fundamentada no “já” (presente) da derrota do Diabo e de suas forças. Enquanto a terminologia da parafernália militar é tirada do mundo romano, o arquétipo da guerra é claramente israelita.
O quando completo do conflito e da vitória na teologia de Paulo deve levar em consideração suas afirmações sobre os “elementos” ou “espíritos elementares do mundo”: Satanás, demônios, e sua descrição da carne, do pecado, da morte e da Lei como inimigos de Cristo. Mas os traços essenciais de sua perspectiva estão claros em suas afirmações sobre os principados e potestades.
Bibliografia:
C. E. Arnold, Ephesians: Power and Magic: The Concept of Power in Ephesians Cambridge: University Press, 1989)

idem, Powers of Darkness: Principalities and Powers in Paul’s Letters(Downers Grove, IL: InterVarsity, 1992)

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G. B. Caird, Principalities and Powers (Oxford: Clarendon, 1956)

W. Carr, Angels and Principalities: The Background, Meaning and Development of the Pauline Phrase HAI ARCHAI KAI HAI EXOUSIAI(Cambridge: University Press, 1981)

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O. Merk, “ἄρχων, 167–68

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R. J. Mouw, Politics and the Biblical Drama (Grand Rapids: Eerdmans, 1976)

P. T. O’Brien, “Principalities and Powers: Opponents of the Church,” inBiblical Interpretation and the Church, ed. D. A. Carson (Nashville: Thomas Nelson, 1984) 110–50

H. Schlier, Principalities and Powers in the New Testament (Freiburg: Herder, 1961)

J. S. Stewart, “On a Neglected Emphasis in New Testament Theology,”(1951) 292–301

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W. Wink, Naming the Powers (Philadelphia: Fortress, 1984)

J. H. Yoder, The Politics of Jesus (Grand Rapids: Eerdmans, 1972).

fonte google

Escatologia - a doutrina das últimas coisas Dispensacionalismo - as 7 dispensações de Deus através dos séculos

A Bíblia e 666, anticristo, apocalipse, armagedom, besta, falso profeta, galardão, inferno, israel, julgamento, lago de fogo, milênio, noiva de Cristo, nova Jerusalém, ressurreição, tribulação, trono branco.

Escatologia - a doutrina das últimas coisas 
Dispensacionalismo - as 7 dispensações de Deus através dos séculos

Sola: Scriptura (TT); fé; graça; Cristo; a Deus toda a glória; igrejas locais.
















      Defender e edificar.
Sola: Scriptura (TT); fé; graça; Cristo; a Deus toda a glória; igrejas locais.
Defender e edificar.

NOVOS (em 09.07.2010):
Arrebatamento Pretribulacional, -- Chip
Bem-Aventurada Esperanca Da Igreja, a -- F. Fergunson
Principais Acontecimentos Profeticos Ainda Nao Cumpridos, os -- J.F. Walvoord
Setenta Semanas de Daniel, as -- I. Reis
Visao do Tribunal De Cristo, uma -- F. Fergunson



ANTIGOS:
10 Fatos Rapidos Sobre o Conflito em Israel -- T. Groppi
7 Certezas Sobre o Arrebatamento -- N. Lieth 
7 (sete) Igrejas de Apocalipse capítulos 2 e 3, as -- Hélio (falta concluir. alguém quer ajudar?)
Apocalipse 11. Testemunhas são Moisés e Elias. -- P. S. Ruckman, em "Série de Comentários para Crentes na Bíblia"
Apostila de Escatologia -- H.R. Fontes (zipado)
Arrebatado Pelo Esposo E Vindo Com o Rei -- G. Cutting
 
Arrebatamento Pré-Tribulacional, o -- D. Cloud 
Arrebatamento Pretribulacional, o -- Luis Henrique L'Astorina
Arrebatamento, o -- W.J. Watterson
Base Escriturística para Arrebatamento Antes da Tribulação -- Riffe
Biblia e o Aquecimento Global, a -- J. Farah
Biblical Timeline, a -- Thomas Mowery Gráfico cronológico dos acontecimentos narrados ou profetizados na Bíblia, em formato .pdf .
Cinquenta Evidencias do Arrebatamento PreTribulacional -- M. Walls
Colapso da Economia Mundial, o -- Aureliano Colaço  
Colapso da Economia Mundial, o -- Autor Desconhecido (enviado pelo Pr. Aureliano Colaço)
Comparação Contrastando o Cristo e o Anticristo, uma -- Steve Harmon
Cristo E o Anticristo, o -- S. Harmon
Daniel's 70th. Weeks, the 7 Years Tribulation -- Thomas Mowery Gráfico da 70ésima Semana de Daniel, a Tribulação de 7 Anos, em formato .pdf .
Defesa Bem Argumentada do Iminente Arrebatamento dos Salvos, uma -- T. LaHaye 
Detailed Summary Of End Time Bible Prophecy, a -- Unknown Author.
Dispensacionalismo. 7 Dispensacoes. Plano de Deus atraves dos Seculos -- Helio 
Dispensações E as Aliancas de Deus, as -- Alcino L. Toledo 
Dispensational Chart, a -- Timothy S. Morton Gráfico das 7 Dispensações, com detalhes.
Distincao Entre o Arrebatamento E a Segunda Vinda -- D. Hunt 
Distincoes Biblicas -- Word Of Grace 
Dividindo Bem a Palavra Da Verdade -- CRS -- Ig. Quinta do Conde
 
Duas Guerras Movidas Por Gogue e Magogue? -- Wei K. Tsai
Duas Ressurreicoes, as -- C.I. Scofield 
Embaixadores De Cristo -- CRStam -- Ig. Quinta do Conde 
Erros de Interpretacao da Palavra Profetica, os -- A. Froese
 
Escatologia, a doutrina das últimas coisas, Com Versos -- Curso por Hélio
Escatologia, Com Versos -- Curso por Helio (zipado)
Escatologia -- Almir B. Almeida
Escatologia - Cronologia -- Almir
Escatologia -- Ferraz
Eschatology -- Gilley The Doctrine of the Things to Come (the Last Things)
Fe Premilenial, a -- R. Smith 
Futura Invasao Russa De Israel, a -- D.A. Zuhars Jr
Heresy Called Hyper Dispensationalism, the -- P.S. Ruckman
Inimigo Reconhece que Pretribulacionismo ja era Pregado por Morgan Edwards em 1742 -- E.L. Bynum
Iraque Se Elevará como o Martelo de Deus, o -- J. Faust
Jerusalem - Igreja Nao Substituiu Israel -- D. Hunt 
Lugar Dispensacional Dos Sinais Miraculosos, o -- Ig. Quinta do Conde
 (pdf)
Livros Das Epistolas Gerais, os -- PRuckman
Livros E Artigos sobre Dispensacionalismo -- Helio - J. Eduardo - H. Rafeiro
Metodo Normal-Literal para Interpretacao da Profecia Biblica, o -- D. Cloud 
Misterio Das Eras, o -- J. Modlish 
Morte, Estado Intermediario, Glorificacao -- W. Grudem
(houve) Muitos Pretribulacionistas Antes de Darby. Ate Mesmo Em 373dC -- Helio
Numero 666 - a Marca Registrada da Tribulacao? -- TIce
O Problema Judaico -- D. Baron 
havia Pais Do Romanismo PreMilenaristas -- BibleFacts
havia Pais Do Romanismo Pretribulacionistas -- BibleFacts
Pergunta aos Amilenistas que Teorizam que a Igreja Substituiu Israel -- N. Campelo 
Por Que voce Nao fala de Conjecturas e Conspiracoes? Por Que Mat 24 E 25 Sao Sinais do Fim da Tribulacao E Nao do Arrebatamento? -- Helio 
Premilenarismo -- C. Seet
Preterismo -- T. Ice
Principios E Dispensacoes De Deus, os -- CRS -- Ig. Quinta do Conde 
Profecia Vs. Misterio - a Divisao Mais Importante -- Ig. Quinta do Conde
 
Que Eh a Teologia da Substituicao -- Or Chadash

Reino De Deus, o -- D. Cloud
Reino Dos Céus E o Reino De Deus, o -- Hélio
Reino Milenar de Jesus Cristo, o -- Cleverson Faria
Rejeitadores e Adiadores De Hoje Nao Poderao Crer Durante a Tribulacao, os -- Helio 
Relacao entre o Crente Na Biblia E o Judeu, a -- W. Newell 
Ressurreicao, Esperanca Gloriosa, a -- Cleverson Faria
Seita Suicida Do Aquecimento Global, a -- D. Feder
Seqüência de Reinos Políticos Inimigos que ainda se erguerão, na Escatologia: pequenas dúvidas sobre a.-- Hélio.
Ser Dispensacionalista -- Ig. Quinta do Conde 
Sete Certezas sobre o Arrebatamento -- Norbert Lieth 
Sete Dispensações, as -- Hélio. As exigência, fracasso e punição em cada uma das 7 dispensações (período de tempo e sistemas de princípios) de Deus para a humanidade, através dos séculos.
Sete Dispensacoes, as -- Ig. Quinta do Conde 
Sete Julgamentos, os -- Helio
Setenta Semanas de Daniel, as -- D. Cloud
Teologia da Substituicao, a - M.V. Habib Moreira 
Teologias Nao Escrituristicas do Amilenarismo e do Posmilenarismo, as -- T. Ice
 
Teologias Nao Escrituristicas do Amilenarismo e do Posmilenarismo, as -- t. ice -- Transparencias
  (.doc)
Tribunal De Cristo, o -- M. Schultze
 
Tribunal De Cristo, o -- P. Ruckman
 Verdade Sobre os Sinais dos Tempos, a -- Timothy Demy Extraído do livro "A Verdade Sobre Os Sinais dos Tempos", da Chamada da Meia Noite.
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ITENS EM OUTROS SITES:
The Rapture: A Timely Question By Robert Sargent. Livro."Not Wrath but Rapture" - Henry A. Ironside Vistas of Coming Glory -- Wallace Jackel Biblical Dispensation position needed for today
Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) - Autor: Walter Andrade Campelo
Introdução Introdução e metodologia deste completo estudo cronológico dos eventos que ainda estão por se cumprir, conforme nos são relatados
Parte 1 de 4 
Dispensacionalismo
A Segunda Vinda de Cristo
Quando se dará a segunda vinda
A Natureza da segunda vinda
A Segunda Vinda - 1ª Etapa - O Arrebatamento
Parte 2 de 4 
O Tribunal de Cristo
A Primeira Ressurreição
As Bodas do Cordeiro
A 70ª Semana de Daniel (A Grande Tribulação) - Os primeiros 3 anos e meio
Parte 3 de 4 
A 70ª Semana de Daniel (A Grande Tribulação) - Os últimos 3 anos e meio
A Segunda Vinda - 2ª Etapa - A implantação do Reino
Parte 4 de 4 
O Reino
O milênio
O julgamento do Grande Trono Branco
A criação dos novos Céus e Terra
A Nova Jerusalém
A Eternidade (a situação final do universo)
Na Igreja em Quinta do Conde (dos Brethren, Irmãos, Casa da Oração, é somente- TR, mas talvez seja ultra- dispensacionalista) (http://www.iqc.pt.vu/), temos:
yyyy zzzz

(retorne a http://solascriptura-tt.org)       fonte google

CRISTOLOGIA

CRISTOLOGIA

METODOLOGIA DO ESTUDO

É do nosso interesse manifestar que o propósito, a metodologia e a aplicação que iremos
abordar nesta apostila visam gerar maturidade e entendimento de conteúdos aprofundados
da doutrina da teologia propriamente dita.
Entendemos que a teologia não deve ser abordada apenas como conteúdo ministerial, e sim
como parte integrante de nossa vida. Assim torná-la aplicável do ponto de vista do ministro
em seu exercício ministerial.
PROPÓSITO DO ESTUDO

O propósito de nossas ministrações de reciclagem pastoral deste semestre visa alcançar as
seguintes metas:
• Aprofundamento de nosso entendimento no fundamentos de fé.
• Desenvolvimento conceitual da importância da Cristologia.
PLANO DE ESTUDO (1 TÓPICO A CADA 30 MINUTOS)
1. A ESPERANÇA MESSIÂNICA.
2. MESSIAS EM SUAS FUNÇÕES PROFÉTICA, SACERDOTAL E REAL.
3. LOGOS PRÉ-EXISTENTE.
4. A NATUREZA HUMANA E DIVINA DE JESUS CRISTO
5. O NACIMENTO VIRGINAL DE CRISTO.
6. SEU MINISTÉRIO TERRENO.
7. A RECONCILIAÇÃO VICÁRIA.
8. O MINISTÉRIO DE TRÊS DIAS ENTRE MORTE E RESSURREIÇÃO.
9. A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS
10. A ASSENÇÃO DE JESUS CRISTO.
11. O SACERDÓCIO CELESTIAL.
12. A VINDA DE CRISTO; PAROUSIA.


CRISTOLOGIA 2

INTRODUÇÃO
A doutrina fundamental da fé cristã é que Jesus é o Cristo, o Ungido de Deus para o
cumprimento da sua promessa a Israel e através de Israel para o mundo. Esta doutrina pode
ser vista nos seus três estágios:
• Jesus é o Messias de Israel;
• Jesus é mistério da divindade;
• Jesus é o único mediador entre Deus e o homem.
A ESPERÂNÇA MESSIÂNICA

No princípio da vida estatal de Israel, qualquer governante político que ganhava uma guerra
e trazia libertação a Israel era considerado um MOSHI'A, isto é, salvador, libertador.
Posteriormente esta idéia foi tomando características próprias e sendo idealizada, ou
personificada, chegando ao conceito de um “ilustre libertador”, o enviado de Yahwéh, que
trará a salvação em suas asas, Ml.4:4; Gn.49:10,18. Sl.18:1,2.
Por meio desta aliança os judeus criam que Deus interviria na história e que viria ao
encontro de Israel no meio da calamidade para libertá-los. Porém, longe estava na
mentalidade do judeu com exceção de alguns que a salvação de Deus viria basicamente a
nível espiritual e não político-econômico. Por isso que muitos não compreenderam a forma
e o caráter espiritual de Deus quando enviou o seu filho amado.
O significado do termo messiânico tem duas conotações, uma se refere a era messiânica,
um período político-religioso onde em Israel será estabelecida a ordem e do qual haverá
abundante paz e justiça. Outro refere-se mais a personificação desta época determinada na
vinda de um homem, o messias ( ungido de Deus ). Dentro da concepção literário do A.T.,
em geral, esperança messiânica refere-se a crença da vinda do reino perfeito de Deus.
Desde os primórdios do A.T. a concepção da esperança messiânica vinha sendo abordada,
sendo relacionada desde a queda do homem Gn.3:15; a promessa de Deus feita a Abraão
Gn.12:1-3; 15:1-18 na eleição de um povo escolhido, no surgimento de um grande profeta
que há de vir, vaticinado pelo período mosaico.
“O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante
a mim; a ele ouvirás, segundo tudo o que pediste ao SENHOR, teu Deus, em Horebe,
quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Deus, nem mais verei
este grande fogo, para que não morra. Então, o SENHOR me disse: Falaram bem aquilo
que disseram. Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em
cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo
aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei
contas.” Dt.18:15-19.


O estabelecimento de um justo no período pré-monárquico 1 Sm.2:35; a eleição de um
monarca eterno, filho de Deus, dentro da linhagem davídica 2 Sm.7:12-16; dando por
conseguinte margem a grandes revelações nos salmos messiânicos na época davídica e
sapiencial Sl. 89; 72; 2; 110. A vinda do renovo, servo, rei, juiz, nas teologias de Isaías e
Jeremias Is.7:13-15; 9:1-7; 11:1-10; 32:1-5; 42:1-9; 49:1-7; 52:13-53:12; Jr.23:1-8.

O MESSIAS EM SUAS FUNÇÕES: PROFÉTICA, SACERDOTAL E REAL

A obra de Cristo pode ser esquematizada como profeta, sacerdote e rei. Ap.1:5, o apresenta
como a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipes dos reis.

1. A MISSÃO PROFÉTICA DE JESUS

A concientização messiânica de Jesus, Jo.4:19,29.
A concientização profética de Jesus, Jo.4:19,29.
Jesus fala de si mesmo como profeta, Mc.6:4; Mt.13:57; Lc.4:24; Jo.4:44 Lc.13:32-33.
Outros o tinham como profeta, Mc.6:15; 8:27,28; 16:14,15; Lc.7:16,39; 24:19; Jo.9:17.
Quando Jesus e Moisés são comparados, há pontos semelhantes e outros que
mostram a superioridade de Jesus. Ambos eram profetas porque foram enviados por
Deus. Êx.7-12; Dt.34:10-12; Jo.3:2.
Jesus e Moisés foram reconhecidos pelos sinais que fizeram. Moisés recebeu a
Toráh, mas Jesus deu a nova Toráh conforme aparece em Mt.5:1-7:29.
Os filhos dos profetas ( 1 Sm.10:5,10; 19:18-24 ) não são diferentes dos setenta
enviados por Jesus Mt.25:3.
O próprio Jesus teve visões e experimentou êxtase, Lc.10:18,22.
Jesus era mais parecido com os últimos profetas ( séc. VIII em diante).
A clássica chamada dos profetas é sempre vista em detalhes. Todos os evangelhos
falam da descida do Espírito Santo sobre Jesus no seu batismo.
Outra característica importante no profeta era a palavra. Ele sempre tinha uma
palavra do Senhor. Ele era inclusive, a palavra encarnada. Além disso, ele tinha uma
palavra para proclamar.


CRISTOLOGIA 4

A Mensagem Profética De Jesus
A forma da mensagem de Jesus acompanha o estilo dos profetas clássicos.
As parábolas de Jesus seguem a forma profética de falar ( Is.5 com Mc.12:1,2;
Mt.21:33-46; Lc.20:9-19 ).
O conteúdo da mensagem de Jesus continuou a seguir a forma profética. São
oráculos de advertência e perdão, de julgamento e libertação. ( compare Am.5:18-20
com Mt.11:20).
Assim como a justiça de Deus era o maior tema de Amós, a misericórdia de Deus em
Oséias, a santidade de Deus em Isaías, a glória de Deus em Ezequiel, assim o Reino
de Deus era o tema principal de Jesus.
O evangelho do Reino desenvolve as boas novas preditas em Is.40:9; 52:7; 61:1 ss..
e até parece que o livro de Isaías é a fonte da própria palavra traduzida por
evangelho ou boas novas.
2. JESUS COMO SACERDOTE

Apesar das posição central que o templo desempenhava na vida religiosa e política
dos judeus e por consequência da posição única do Sumo-sacerdote, é
surpreendente que o V.T. nunca fala do Messias em termos de sacerdócio.
Temos uma referência do período inter-testamentário, onde o Messias é visto como
sacerdote e rei, ( o testamento de Levi 18 ) apócrifo interbíblico.
No N.T., o autor de Hebreus dedica muitas páginas ao tema, há pelo menos três
concepções:
É função do sacerdote entrar na presença de Deus pelo povo. Ele é representante do povo
para fazer aquilo que o povo não podia nem devia fazer, Êx.33:20; Dt.5:24; Jz.6:22,23: 13:22.
Jesus é o sacerdote que nos dá acesso a Deus, a realidade Hb.10:19-22.
O velho pacto era diferente em dois sentidos: nos seus sacrifícios e no seu sacerdócio. No
novo pacto, Jesus é ao mesmo tempo o perfeito sacrifício e o perfeito sacerdócio.
3. JESUS, REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES

"a qual em épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o
Rei dos reis e Senhor dos Senhores;" 1 Tm.6:15.
A expressão "Reis dos reis" é uma expressão semítica que confere o título de Único
imperador e Soberano, conforme Ed.7:12. Sendo assim, Jesus será o Imperador que reinará
sobre todos os reinos e reis da terra.

O Filho de Davi como Rei
As raízes da esperança de Israel por um Rei-Messias foram expressas em vários títulos. A
esperança mais desenvolvida e primeira apontava, para um messias que seria filho de Davi.
O exemplo do rei ideal de Israel. Depois da unção de Saul por Samuel ( 1 Sm.10:1 ), o rei
Davi era o ungido do Senhor, o representante do reinado de Deus entre seu povo. Em
muitos lugares do V.T. esta esperança era muito vívida.
O Pentateuco apontava para Siló (Gn.49:10) e para a estrela de Jacó (Nm.24:17). Após a
vinda de Jesus, havia os que saudaram Bar Kokhba, o líder da revolta dos judeus contra
Roma (132-135) como filho da estrela.
Os profetas do séc. VIII a.C., apontava para um legislador ideal da linha de Davi ( Is.7:10-16;
9:1-7; 11:1-9; Mq.5:2-4. ). Cem anos mais tarde, Jeremias não tinha abandonado a
esperança ( 23:5s) e Ezequiel manteve esta chama acesa mesmo no exílio ( 34:23,24. ). Os
salmos que mais tarde seriam usados para dar forma a esta esperança vão até o período da
monarquia unida ( 2, 20, 21, 45, 72, 89, 110, 132 ).
Em alguns profetas pós-exílicos a idéia de sacerdote e reinado estão combinados ( Ag.2:23;
Zc.3:8-10; 4:7; 6:9-14). Os escritos de Qumram aguardavam dois messias: um real e outro
sacerdotal.
O Evangelho de Marcos apresenta Jesus como Filho de Davi. A confissão de Pedro ( Mc.8:27-
33) e de Jesus diante de Caifás ( Mc.14:61) indicam o quanto esta crença estava enraizada
como parte da fé dos primeiros cristãos, mesmo que o título "Filho de Davi" não fosse
usada. Passagens com este título são: Mc.10:46-52; Mt.22:41-46; Mt.10:25-34; Lc.18:35-43;
Mc.12:35-37, Lc.20:41-44 e a inscrição na cruz Mc.15:26. Não é possível que a igreja
primitiva tenha inventado estas histórias. A igreja primitiva teve também essa idéia e isto se
apresenta em Lc.1:32,69; 2:10. O evangelho de Mateus apresenta a descendência davídica
do Messias (Mt.1:18-25; 2:1-12 ). A cristologia davídica permeou a pregação apostólica nos
Atos ( 2:22-36; 13;16-41 ). O melhor resumo de Jesus Cristo como filho de Davi é dado por
Paulo em Rm.1:3,4.

O Filho de Deus como Rei
Jesus como Filho de Deus tem as mesmas raízes que Jesus como filho de Davi. Um dos hinos
reais de coração dão esses dois conceitos ( Sl.2:6,7 ). Os primeiros profetas também
pensavam assim, ( 2 Sm.7:12-14 ).
Isto não quer dizer que Jesus foi adotado como filho de Deus no seu batismo, ou na sua
ressurreição conforme algumas interpretações de Rm.1:3. Israel foi filho de Deus por
adoção ( Êx.4:22; Os.11:1 ) e os reis de Israel também ( Sl.2:7; 2 Sm.7:14 ), mas esta nunca
foi a relação entre Jesus e Deus.
CRISTOLOGIA 6

Jesus como filho de Deus é dramaticamente proclamado em Marcos por uma voz no céu (
Mc.1:11; 9:7 ), vozes de demônios ( Mc.1:24; 5:7 ), ditos de Jesus ( Mc.12:6; 13:32 )e
finalmente pelo centurião romano ( Mc.15:39 ). No Evangelho de Lucas, a mesma verdade é
dita na mensagem do anjo Gabriel a Maria ( Lc.1:32,35 ).

O Filho Homem como Rei
A origem dessa designação nos lábios de Jesus é a visão real em Dn.7:13. O título "O Filho do
Homem" é utilizado para descrever a autoridade do Jesus histórico, ( Mc.2:1-3:6; 11:27-33;
12:13-37 ). Jesus não apenas se identificou como servo sofredor de Isaías 53, mas também
como filho do homem em Dn.7:13 que está destinado a vir na glória do Pai depois de sofrer
muitas coisas. Jesus combina o Sl.110:1 e Dn.7:13 ao responder ao sumo-sacerdote Caifás (
Mc.14:62), " Eu o Sou"

Senhor dos Senhores
Jesus foi confessado como Senhor tanto na cristologia funcional como na ôntica. A primeira
se preocupa somente com a ação de Deus em Jesus, enquanto que a outra, inclui Jesus no
eterno ser de Deus. Quando a autoridade de Jesus foi questionada, Ele apelou para o
Sl.110:1, ( Mc.12:36).
Em Atos 2:35, Jesus está identificado como Senhor e Messias. Jesus não é reconhecido como
Senhor somente depois da ressurreição. Atos 2:36 fala de Jesus reinando como Senhor. A
confissão de que Jesus era o Senhor foi a proclamação dos missionários judeus helenistas (
At.11:20; 14:3; 5:31 ) e era condição para o batismo, ( At.8:16; 11:17; 19:5 ).
A cristologia ôntica inclui a pré-existência de Jesus e sua participação no ser eterno de Deus.
A confissão de Jesus como Senhor tornou-se formalizada em 1 Co.12:3 e também integrante
na crença na Trindade ( 1 Co.12:4-6 ).
O senhorio de Jesus tanto no céu, no presente, quanto na terra, no futuro, estão
firmemente unidas nas cartas de Paulo. A confissão de Jesus como Senhor é parte da
teologia batismal ( Rm.10:9 ) e parte da hinologia de adoração ( Rm.8:34 ). O hino em Fil.2:6-
11 tem todo o universo reunido em adoração a Jesus Cristo como o Senhor. Col.3:1-4, fala
do Cristo como assentado a destra de Deus.
O Evangelho de João culmina com a afirmação de Tomé " Senhor meu, Deus meu". Jo.20:28.
O apóstolo João descreve os santos que já partiram como cantando ao Cordeiro, Ap.5:9. Isto
acontecerá quando Cristo ressuscitado, retornar em glória com todos os santos para reinar
sobre a terra, Ap.20:4. Então todos saberão que Jesus é o Rei dos Reis e Senhor dos
Senhores.


O LOGOS PRÉ-EXISTENTE

O V.T., no seu todo, silencia quanto a pré-existência do Messias. O único versículo que
permite uma interpretação neste sentido é Mq.5:2. Mesmo aí, muitas traduções falam "cuja
origem é de tempos idos" e não da eternidade. No N.T. quase todos os versículos que falam
da existência posterior de Jesus, também falam de sua pré-existência, principalmente na
cristologia de Paulo, Hebreus e João. Nestes textos encontramos:
 1) Cristo, como a Eterna Sabedoria de Deus

A identificação do Jesus crucificado com a sabedoria eterna ou pré-existente de Deus, pode
ser vista claramente em I Corintios.
Cristo é identificado como a sabedoria de Deus 1 Co.1:24,30.
Cristo é identificado como sabedoria pré-existente 1 Co.2:6-9.
Esta sabedoria estava oculta (2:6-9), depois revelada pelo espírito (2:10-13) e
recebida por todos que possuem o Espírito (2:14-16).
A forma litúrgica que encontramos em 1 Co.8:5-6 mostra que já era uso corrente dos
primeiros cristãos a crença na pré-existencia de Cristo. O Jesus crucificado é
relacionado não só com a redenção, mas com a própria criação.
1 Co.15:28, fala da pré-existência de Cristo antes da existência histórica de Jesus.
O Cristo crucificado, o Cristo criador foi também o Cristo da história de Israel, 1
Co.10:4.
A referência de Jesus como homem do céu em 1 Co.15:47, também aponta para sua
pré-existência.
2 Co.8:9 mostra o estado de Cristo na sua pré-existência.
Deus enviou o seu único filho na plenitude dos tempos, Gl.4:4. Isto não é mera
vocação, mostra a origem do filho e sua pré-existência.
Em Fl.2:6-11, subsistindo em forma de Deus, significa participação na própria
essência de Deus.
Nas Epístolas Pastorais, a mesma verdade é revelada em 1Tm.1:15, onde se diz que
Cristo veio ao mundo. Aqui não é apenas vocação profética, mas a própria essência
de Deus.
 2) Cristo, como a Eterna Palavra de Deus

Cristo é proclamado como palavra de Deus pré-existente em Jo.1: 1-4, a mesma coisa
é dita em 1 Jo.1:1-18
CRISTOLOGIA 8

A pré-existência é vista em Jo.6: 35, 38, 41, 44, 48 e 51. Jesus é o pão verdadeiro que
desceu do céu.
No Ap.1:8; 4:8; 21:7; 1:17; 3:14. A mesma verdade é dita. Assim como no evangelho
de João, também no Apocalipse, Jesus é proclamado como palavra de Deus (19:13).
 3) Cristo, como o Eterno Filho de Deus

A pré-existência do Filho de Deus, em Hebreus, combina com a cristologia de
Sabedoria de Deus de Paulo e com a cristologia da Palavra de Deus em João. Em
todos os três, a pré-existência significa que o próprio ser de Deus estava unido a
existência humana de Jesus Cristo.
Jesus como o primeiro e o último no Apocalipse, é visto em Hebreus como Filho de
Deus a quem Ele constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo,
Hb.1:1-3.

A NATUREZA HUMANA E DIVINA DE JESUS CRISTO

A cristologia da encarnação inclui a humilhação do Cristo pré-existente e exaltado,
conforme Paulo; a encarnação da Palavra eterna, conforme João; e a perfeição do
eterno filho de Deus que apareceu como Jesus conforme Hebreus.
Em Fl.2:6-11, vemos a pré-existência celeste, a humilhação terrena e a exaltação
celeste.
A relação única entre o Pai e o Filho é que Deus habitou no homem Jesus. A
encarnação da Palavra na carne de Jesus foi um ato de completa habitação em que a
Palavra permaneceu Palavra e Jesus permaneceu um homem verdadeiro; Portanto,
Jesus é e foi 110% Deus e 100% homem.
Na encarnação o Pai está no Filho e o Filho está no Pai. Vários diálogos de Jesus, no
Evangelho de João mostram isto (5:19-28).
A unidade do Pai e do Filho não é identidade. Jesus disse: "O Pai e eu somos um",
(10:30). mas isto está explicado nas palavras: "O Pai está em mim e Eu estou no Pai,
(10:38). O Pai e o Filho são um, mas não o mesmo. Ver (14:9-11 e 17:20-26).



O NACIMENTO VIRGINAL DE CRISTO

Jesus Cristo nasceu de uma virgem, pelo Espírito Santo (Lc. 1.34 e 35). O seu nascimento
virginal é o testemunho que só o Espírito pode procriar o que é espiritual (Jo. 3.6).
Concebido e nascido da Virgem Maria, como completo Deus e completo homem em uma
pessoa, Ele é Deidade perfeita e verdadeira humanidade unidas em uma só pessoa.

SEU MINISTÉRIO TERRENO.
Jesus viveu uma vida sem pecado (Hb. 4.15), e voluntariamente doou-se pelos pecados da
humanidade, morrendo na cruz, substituindo-nos (Hb. 9.14), satisfazendo a justiça de Deus.
Conquistou a salvação para todos os que nEle cressem.(Atos 4.12).
Nestes textos, você verá que Jesus viveu como exemplo e se tornou um modelo a ser
seguido.

Sua vida

Obediente ao Pai
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas
aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente
até à morte e morte de cruz.” Fl 2.5-8
“Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que
me enviou.” Jo 6.38
“Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.” Jo 17.4
“dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha
vontade, mas a tua.” Lc 22.42

Obediente a Lei
“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abrogar, mas cumprir.” Mt
5.17
“mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher,
nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a
adoção de filhos.”Gl 4 .4- 5
Dependente do Espírito Santo
“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o
Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.” Mt 3.16
CRISTOLOGIA 10

“E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao
deserto. Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama
correu por todas as terras em derredor. O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que
me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração.”
Lc 4. 1,14, 18
“como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou
por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus
era com ele.” At 10.38
“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado
a vós o Reino de Deus.” Mt 12.28

O homem perfeito
“Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus”. “Eu e o Pai
somos um.” Mt 5.48; Jo 10.30
“até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a
varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” Ef. 4.13
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas
fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” Hb 4.15
“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus,
vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote,
santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os
céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia
sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque
isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos
sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei,
constitui ao Filho, perfeito para sempre.” Hb 7. 25-28

Seu ministério

Em sua vida terrena, Jesus Cristo desempenhou um ministério de cinco aspectos. Após Sua
ascensão, repartiu-o com os homens, para que edificassem Sua igreja. Esses dons são
ferramentas nas mãos destes homens, para que ela (igreja) seja aperfeiçoada e
desempenhe a obra do ministério. Nós não detalharemos os cinco aspectos do ministério
terreno de Cristo, porque o faremos em outro estudo. O que segue abaixo, são algumas
referências bíblicas, que demonstram o serviço de Cristo em seu ministério terreno de cinco
aspectos:

Apostólico
“Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo,
apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão.” Hb 3.1
Evangelístico
“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres,
enviou-me a curar os quebrantados do coração.” Lc 4.18


Mestre
“Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo
de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com
ele.” Jo 3.2
Profético
“E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus
parentes e na sua casa”. Mc 6.4
“E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o
Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo
o povo.” Lc 24.19
Pastoral
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Jo 10.11
Jesus Cristo derramou esses dons sobre seus servos, nestes dias, para que edifiquem Sua
igreja e aperfeiçoem seus santos e amados servos, conforme está escrito em Ef 4. 8-11

A RECONCILIAÇÃO VICÁRIA.
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,
homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar
em tempos oportunos.” I Tm. 2.5,6.
 Na morte vicária, nossa condenação foi removida pelo perdão, nossa culpa pela justiça e a
separação pelo amor. O perdão é um ato de misericórdia divina, e a justificação é muito
mais do que o perdão. Ela é completa, abrange o passado, o presente e o futuro de nossas
vidas.
 “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que
crêem; porque não há distinção.a quem Deus propôs, no seu sangue, como
propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua
tolerância, deixado
impunes os pecados anteriormente cometidos; Concluímos, pois, que o homem é
justificado pela fé, independentemente das obras da lei” Rm 3. 22,25,28
 “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele,
fôssemos feitos justiça de Deus” II Co 5.21
 “e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não
pudestes ser justificados pela lei de Moisés” At 13.39

CRISTOLOGIA 12

O MINISTÉRIO DE TRÊS DIAS ENTRE MORTE E RESSURREIÇÃO.

O credo apostólico declara: "Ele desceu ao inferno, ressuscitou ao terceiro dia, subiu para o
céu, sentou-se a mão direita do Pai, de onde vive para julgar os vivos e os mortos."
Em anos recentes muitos tem achado difícil repetir com honestidade o credo tradicional.
Principalmente depois do livro de Rudolf Bultmann sobre "Novo Testamento e Mitologia".
Jesus foi quase que completamente despido da sua historicidade. Por isso, cada declaração
do credo precisa ser examinada. A lógica na crença histórica dos eventos tem sido a
seguinte:
A crença na descida ao inferno, o reino dos mortos e dos anjos caídos tem sido resposta à
pergunta sobre o que Jesus fez entre a morte e a ressurreição.
A crença no túmulo vazio e na sua ressurreição ao terceiro dia, estão baseadas nas várias
aparições de Jesus aos seus discípulos.
Quando Ele não mais apareceu aos discípulos, a crença na sua ascensão permanente para o
céu e sua posição à mão direita de Deus se estabeleceu.
A esperança da sua volta completará a salvação iniciada na sua primeira vinda.
ELE DESCEU AO INFERNO
Há vários textos bíblicos com referência a este credo expresso em 359 e 360 d.C. e de
origem ariana. O evangelho de Mateus fala da vitória de Cristo sobre os poderes da morte,
as portas do Hades ( 12:29,40; 16:18.) e com alguns santos que dormiam e foram
ressuscitados quando Jesus morreu.
A promessa do evangelho de Lucas de que Jesus estaria com o ladrão arrependido, no
paraíso, mostra que ele esteve no Hades entre a sua morte e ressurreição (At.2:27-31). Isto
talvez reflita a crença de que o paraíso estava no Hades até a ressurreição de Jesus. O
evangelho de João diz que Jesus foi preparar lugar para os oseus discípulos, depois da morte
( Jo.14:2 ), mas Ap.1:18, também fala da sua vitória sobre o Hades pela sua ressurreição de
entre os mortos.
Quando Paulo fala em Rm.10:7 do assunto, esta implicando que de fato Jesus desceu ao
abismo na hora da morte. Fl.2:10, fala dos que estão embaixo na terra, confessando Jesus
como Senhor. Isto quer dizer que sua descida lhes trouxe a notícia de libertação e exultação.
Em Ef.4:8-10, fala de Cristo subindo as partes mais baixas da terra e trazendo consigo o
cativeiro ( os que estavam mortos e esperavam o Messias). Se o texto de 1 Tm.3:16 é
interpretado como seis eventos em seqüência histórica, isto requer então a crença na
descida de Jesus ao estado dos anjos caídos e dos mortos. Devemos comparar o texto de
Timóteo com 1 Pe.3:18,19,22; 4:6.


A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS

A crença no túmulo vazio e na sua ressurreição ao terceiro dia, estão baseadas nas várias
aparições de Jesus aos seus discípulos.
Quando Ele não mais apareceu aos discípulos, a crença na sua ascensão permanente para o
céu e sua posição à mão direita de Deus se estabeleceu.

A RESSURREIÇÃO AO TERCEIRO DIA
Se Jesus ressuscitou dos mortos no terceiro dia, como a Igreja Cristã sempre confessou,
então a pergunta sobre a descida ao reino dos mortos é muito lógica. A não ser que se
aplique a Jesus a doutrina do sono da alma para Ele. A ressurreição de Jesus dos mortos é
doutrina fundamental do N.T. As duas evidências que afirmam a crença é :
 1) O túmulo vazio
 2) A aparição de Jesus a seus discípulos.

Com os quatro evangelhos relatando sobre a sua ressurreição ficaria muito difícil dizer que o
acontecido foi uma invenção posterior que brotou da fé dos apóstolos. Pelo menos três
testemunhas diferentes dão evidências bastante seguras ( Mc.16:1-8; Mt.28:1-8; Lc.24:1-12;
Jo.20:1-10). E ainda há referência do sepultamento de Jesus com Paulo ( 1 Co.15:4). Há uma
clara distinção nos relatos de Paulo entre um corpo físico que não é ressuscitado e um corpo
espiritual que é ressuscitado ( 1 Co.15:35-58 ).
Os maiores detalhes da ressurreição, em Paulo, são encontrados em 1 co.15;1-11. Aí
podemos ver: 1) a morte ( 15:3 ), 2) o sepultamento ( 15:4a ), 3) a ressurreição ( 15:4b ) e 4)
as aparições ( 15:5-7 ).

A ASCENÇÃO
Muitos que afirmam a historicidade de Jesus na sua ressurreição e das aparições passam de
largo sobre a ascensão ou ascensões. A ascensão é importante no Evangelho de João (3:13;
6:62; 14:2; 16:7,16; 20:17 ). A última referência mostra que houve uma ascensão no 1º dia
da ressurreição. O Espírito também foi dado na primeira noite pascal ( 20:22). Há também
uma ascensão em Lucas no 1º dia da ressurreição ( 24:50ss) e At.1:2 indica que Jesus
ensinou os discípulos pelo "Espírito Santo" por um período de 40 dias até que ele foi
elevado aos céus. Esta ascensão depois dos 40 dias certamente não prejudicou o
aparecimento a Paulo, sete anos após ( At. 9:1-19; 22:6-21; 26:12-23).
CRISTOLOGIA 14


 1) Ele sentou-se à mão direita do Pai
A exaltação de Jesus é o último passo antes do seu retorno em glória. Ela é clara e central na
cristologia e escatologia da igreja primitiva ( At.3:19-21; 2:29-36; 5:31; 7:55ss; 13:33-37 ).
 2) Jesus como cabeça, em Paulo
A exaltação de Jesus é o clímax depois da descida ao inferno, ressurreição e ascensão (
Rm.1:3; 8:17,34; 14:19 ). Porém o quadro central é de Jesus exaltado como cabeça da Igreja
seu corpo, acima de todo principado e potestade ( Fl.2:9; Cl.1:17; 2:9; 3:1; Ef.1:22ss; 4:15 ).
 3) Jesus como Sumo-Sacerdote em Hebreus
Nada é dito em Hebreus sobre a descida de Jesus ao inferno, ou ascensão, mas a sua
ressurreição aparece na Bendição ( 13:20). Porém, o conceito de sua exaltação inclui todos
os eventos entre a morte de Jesus e sua exaltação como sumo-sacerdote ( 1:3; 2:9; 10:12;
12:2).
 4) Jesus como rei em João
A descida, ressurreição, ascensão são ensinadas no Evangelho de João e suas cartas (
Ap.1:18; Jo.20 ). A exaltação de Jesus em João inclui tudo entre o evento da cruz e a
consumação, no tato singular de Jesus ser levantado da terra ( 3:14; 8:28; 12:32,34 ). A
figura central de Jesus exaltado no apocalipse é " dominar sobre os reis da terra ", ( 1:3-7;
3:21; 5:6; 19:11-16 ).

A EXISTÊNCIA POSTERIOR DE JESUS

A esperança da sua volta completará a salvação iniciada na sua primeira vinda. A
ressurreição de Jesus Cristo, em seu corpo físico, depois da crucificação foi literal. Assim
será a ressurreição do justo quando Ele voltar e do injusto no Dia do Julgamento (Ap.20.13;
Dn. 12.2).

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